
Quais os medicamentos que podem apresentar risco de interferência com o calor?
Alguns medicamentos podem agravar os riscos decorrentes de uma exposição demasiado prolongada ou forte ao calor. Como tal, necessitam de vigilânçia acrescida:
Como deve conservar os medicamentos durante uma onda de calor?
Atenção
Se estiver a tomar medicamentos que necessitam de estar no frigorífico, deve retirálos unicamente quando os vai utilizar, e guardá-los novamente no equipamento de frio imediatamente após o seu uso.
Lembre-se, ainda, que algumas formas farmcêuticas (supositórios, óvulos, cremes, etc.) são mais susceptiveis de sofrer alterações devidas à temperatura. Pode detectar este efeito através das alterações na sua aparência ou consistência. Nestes casos, antes de utilizar o medicamento, informe-se junto do seu farmacêutico.
Como deve transportar os medicamentos em dias de muito calor?
Medicamentos habitualmente conservados no frigorífico (entre 2 a 8ºC):
Atenção
Mesmo utilizando sacos isotérmicos:

A radiação solar e a pele não se dão bem e a prova disso é o bronzeamento: uma reacção cutânea à agressão dos raios que a atravessam, fazendo-a produzir mais melanina (a substância que dá cor à pele). A cada exposição ao sol vão-se acumulando marcas da agressão: o risco mais imediato é o das queimaduras solares (escaldões) e o mais grave o do cancro cutâneo, a que se junta o envelhecimento precose da pele.
A radiação ultravioleta (UV) culpada desta agressão, é constituída por raios invisíveis, que não aquecem a pele e podem ser de dois tipos: UVA, que penetram mais profundamente na pele, e UVB, mais superficiais e mais perigosos, embora sejam ambos causa de queimaduras e cancro cutâneo.
O risco desta agressão pode ser medido: o índice ultravioleta mede a intensidade do sol, dependendo da zona do globo, da altura do ano, do clima e da altitude. Apresenta-se numa escala de 1 a 11, e quanto mais alto o valor, maior o risco. No Verão, em Portugal, chega a atingir valores elevados entre as 11 e as 16 horas, por iss não se deve expor ao sol neste período do dia.
Ordem para proteger!!!
Perante o risco, é fundamental que a pele esteja preparada para receber o sol. O que é sinónimo de usar protector solar, sobretudo nas estações quentes mas também no resto do ano. Não é preciso sequer que esteja sol: 80% dos UV atravessam as nuvens e o nevoeirom, atingindo uma pele desprotegida com igual gravidade.
Para uma maior segurança, importa conhecer bem os protectores solares, que actuam como aliados da pele a ajudarem a prevenir os danos causados pelo sol.
Como funcionam os Protectores Solares?
Existem dois tipos principais de protector solar, em função do modo como exercem essa protecção:
O que os distingue?
Sejam químicos ou físicos, os protectores apresentam um Factor de Protecção Solar (SPF) associado. O SPF é classificado numa escala que vai de "6" a "50". Estes valores traduzem a capacidade do produto em proteger dos raios UVB. Relativamente aos UVA, é indicado na embalagem se confere ou não protecção.
Como usar o Protector?
A protecção solar deve ser uma prática diária sempre que haja actividade ao ar livre. Reforçada naturalmente nos dias mais quentes. O uso correcto do protector é meio caminho para a sua eficácia:
A acção do protector solar deve ser complementada com outros cuidados:
Que protector usar?
O protector solar deve ser adequado à idade (as crianças necessitam sempre de um SPF mais elevado), ao tipo de pele, ao índice ultravioleta, ser resistente à água, e oferecer protecção contra os UVB e os UVA. Conhecer o tipo de pele (fototipo) e a reacção à radiação solar é fundamental para encontrar o SPF adequado.
Regra geral, o factor de protecção solar deve ser igual ou superior a 15 nos adultos e igual ou superior a 20 nas crianças e pessoas com pele clara e sensível.
1. O que é o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
O novo vírus da Gripe A(H1N1)v, que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A(H1N1)v é transmissível entre os seres humanos.
2. Quais os sintomas da doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela Gripe Sazonal:
Em alguns casos, podem surgir complicações graves em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.
3. Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
O modo de transmissão do novo vírus da Gripe A(H1N1)v é idêntico ao da Gripe Sazonal. O vírus transmite-se de pessoa para pessoa através de gotículas libertadas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. Os contactos mais próximos (a menos de 1 metro) com uma pessoa infectada podem representar, por isso, uma situação de risco. O contágio pode também verificar-se indirectamente quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada - por exemplo, através do contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, etc. Os estudos demonstram que o vírus da gripe pode sobreviver durante várias horas nas superfícies e, por isso, é importante mantê-las limpas, utilizando os produtos domésticos habituais de limpeza e desinfecção.
4. Qual é o período de incubação da doença?
O período de incubação da Gripe A(H1N1)v, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.
5. Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a outras?
Os doentes podem infectar (contagiar) outras pessoas por um período até 7 dias, a que se chama período de transmissibilidade ; é, contudo, prudente considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestar sintomas.
6. A doença pelo novo vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser tratada?
O novo vírus da Gripe é sensível aos medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir.
7. Qual a melhor forma de evitar a disseminação do vírus, no caso de estar doente?
8. Qual é a melhor técnica de lavagem das mãos?
Lavar as mãos frequentemente ajuda a evitar o contágio por vírus da gripe e por outros germes. Recomenda-se que use sabão e água, pelo menos durante 20 segundos. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados. Se utilizar um gel, esfregue as mãos até secarem e não use água.
9. Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A(H1N1)v?
De momento, não existe vacina que proteja as pessoas contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v.
10. A vacina da Gripe Sazonal é eficaz contra o novo vírus da Gripe A(H1N1)v?
Não há evidência científica, até ao momento, de que a vacina contra a Gripe Sazonal confira protecção contra a Gripe A(H1N1)v
11. O vírus da Gripe A(H1N1)v pode ser transmitido às pessoas através do consumo de carne de porco ou derivados?
Não. O vírus da Gripe A(H1N1)v não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou derivados. Esta nova estirpe não foi, até à data, observada em animais e não há indícios de que o vírus tenha entrado na cadeia de produção. Tanto a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, como o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças desconhecem qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do vírus por consumo de carne de porco e derivados.
12. Qual é a situação da doença na Europa e no resto do Mundo?
A situação a nível mundial está em constante evolução. Para informações mais recentes, consulte o Microsite da Gripe do sítio da Direcção-Geral da Saúde.
13. Que devo fazer para me proteger se tiver de viajar para áreas onde foram identificados casos de Gripe A(H1N1)v?
Os viajantes devem seguir as precauções gerais de higiene relativamente a infecções respiratórias se viajarem para áreas onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da gripe:
14. Que precauções devo tomar se estiver a regressar de uma área onde foram identificados casos de Gripe A(H1N1)v?
Viajantes que regressem de uma área onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da Gripe devem estar particularmente atentos ao seu estado de saúde e, se experimentarem algum dos seguintes sintomas, devem contactar de imediato a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), durante os 7 dias seguintes ao regresso:
15. Estamos perante uma nova pandemia de Gripe?
Uma pandemia de Gripe é uma epidemia à escala mundial, provocada por um novo vírus da gripe que infecta uma grande parte da população. No século XX, houve 3 pandemias deste tipo: em 1918, 1957 e 1968. Em Portugal e nos outros países da Europa foram desenvolvidos, nos anos mais recentes, esforços consideráveis de preparação para uma pandemia, tendo todos os Estados Membros da União Europeia Planos de Contingência Nacionais. Em 11 de Junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde elevou para 6 o nível de alerta de pandemia. Esta alteração da Fase 5 para Fase 6 não está relacionada com o aumento da gravidade clínica da doença, mas sim com o crescimento do número de casos de doença e com a sua dispersão a nível mundial.
LINHA SAÚDE 24: 808 24 24 24

A Importância da Hidratação nos Pés
A pele dos pés é 5 vezes mais grossa que noutras zonas do corpo. Por essa razão, precisa de produtos especializados contendo uma maior concentração de componentes hidratantes.
O conteúdo aquoso confere elasticidade e suavidade à epiderme. Se houver redução no seu conteúdo de lípidos e de Factores Naturais de Hidratação (FNH), produz-se uma perda de água.
Esta perda de água pode ser causada por factores externos (temperatura, tipo de calçado...) ou fisiológicos (diabetes, stress...). Como resultado, a pele fica ressequida, áspera e dura e mais vulnerável às infecções.
Para evitar esta desidratação é importante manter os FNH. A ureia é FNH mais importante.
As calosidades: desidratação localizada provocada por uma pressão excessiva
As calosidades são fragmentos de pele dura e grossa de cor amarelada que produzem dor e sensação de queimadura. Aparecem geralmente na planta do pé e nos rebordos do calcanhar. A causa deste problema é a pressão sobre um ponto concreto do pé ao andar.
Cuidados em 3 passos para uns pés impecáveis
1. Esfoliar
Uma higiene adequada e uma esfoliação regular, deixará a sua pele suave e pronta para que os produtos hidratantes actuem melhor nos seus pés.
2. Hidratar
A principal causa da desidratação é a perda de água provocada por factores externos (temperatura, tipo de calçado...) ou fisiológicas (stresse...). O resultado da desidratação, pode ser o aparecimento de asperezas, secura e unhas amarelas.
3. Manter
Quando falamos de saúde e estética dos pés, é tão importante tratar como manter. Prevenir problemas futuros é possível com hábitos correctos.

O que são?
As verrugas são protuberâncias de cor clara que aparecem na planta dos pés, nos dedos, no calcanhar os noutras partes do corpo.
São causadas pelo "Papovavirus" bem presente nos solos húmidos, como os das piscinas, balneários ou ginásios.
Podem causar dor e serem incomodativas, dependente da sua localização. O facto de ter tido verrugas triplica o risco de as voltar a ter.
Tipos de Verrugas
Vulgares - Mais claras e com forma de couve-flor. São duras e ásperas.
Plantares - Mais espalmadas, têm o rebordo mais duro e geralmente apresentam pontos negros no centro. São muito contagiosas mas costumam ser inofensivas.
Prevenção
As crianças e jovens são muito atreitos a contrair o vírus. Evitar o contacto directo do pé com os solos húmidos.
Tratamento
As verrugas são difíceis de eliminar pela sua origem viral:
Se são dolorosas ou presistentes, é melhor consultar o seu médico ou podologista.
O método mais utilizado é a crioterapia, cuja vantagem para o paciente é rápida acção e a menor frequência de aplicações.

MINÚSCULOS MAS INCÓMODOS
Os grãos de pólen são invisíveis a olho nú, mas incomodam muitas pessoas. Semelhante ao pó, os grãos de polén são necessários para que as plantas se reproduzam.
São diferentes consoante as plantas que os produzem: os das flores com pétalas e folhas vistosas (como rosas ou crisântemos) são mais pesados e maiores polinizando através de insectos e não do vento; por comparação os pólenes de árvores - como a oliveira, o sobreiro ou o pinheiro -, os de gramíneas - fenos e cereais - e os de ervas daninhas - como a alfavaca de cobra (parietária) - são mais leves e pequenos.
Porque são leves encontram-se no ar e viajam à boleia do vento, podendo disseminar-se por quilómetros.
Nesta viagem entram em contacto com o organismo humano: dada a minúscula dimensão, facilmente penetram nas vias respiratórias ou se colam à pele, desencadeando os sintomas da alergia.
É possível ser-se alérgico a mais que um tipo de pólen.
SOLTAM-SE OS ESPIRROS...
Os espirros são o sintoma mais evidente, mas não são únicos, podendo a alergia assumir diversas formas:
- Rinite alérgica - espirros repetidos, nariz entupido ou a pingar, comichão no nariz e céu da boca e, por vezes irritação na garganta.
- Conjuntivite alérgica - olhos vermelhos e inchados, lacrimejo, comichão, sensação de corpo estranho e sensibilidade à luz.
- Asma - tosse seca, pieira, dificuldade em respirar.
- Eczema - comichão na pele e pequenas manchas vermelhas, bolhas com líquido e mais tarde descamação.
- Urticária - lesões vermelhas em relevo, com comichão.
Frequentemente, está presente mais do que um destes sintomas.
Numa pessoa sensível, a exposição ao pólen pode ter consequências na qualidade de vida. Sobretudo na Primavera, a época do ano em que a maioria das plantas poliniza. Março a Julho é o período mais crítico, mas pode oscilar em função das condições atmosféricas. Se o calor chegar precocemente no calendário, as plantas antecipam a polinização e o pólen liberta-se mais cedo.
Durante o período de polinização a quantidade de pólenes no ar varia: aumenta com o calor, em especial dias secos e com sol, e diminui com a chuva e o frio. E o mesmo ao longo do dia há diferenças: pela manhã as plantas emitem o pólen, e ao cair da tarde, a diminuição da temperatura faz os pólenes descerem até ao nível do solo. Dias quentes, secos e com ventos têm maior quantidade de pólenes no ar durante todo o dia.
PÓLEN À DISTÂNCIA
Na impossibilidade de evitar por completo a exposição ao pólen, é importante estar informado. A informação sobre os tipos e quantidades de pólen, em cada dia e cada região do país está disponível no Boletim Polínico. Este boletim, da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, está acessível em www.spaic.pt e é divulgado nos meios de comunicação.
Conseguir uma melhor qualidade de vida passa por reduzir a exposição aos pólenes:
- Conheça quais lhe causam alergia e a época de polinização das plantas que os produzem;
- Evite andar ao ar livre nos dias quentes e ventosos e nas horas de maior concentração polínica;
- Mude de roupa ao chegar a casa, tome banho e lave a cabeça antes de deitar para que não fiquem resíduos na cama ou almofada;
- Mantenha as janelas e portas fechadas;
- Viaje com as janelas do carro fechadas, preferindo o ar condicionado com filtro para pólenes;
- Use protecção para o rosto (olhos, nariz e boca) se viajar de moto;
- Use óculos escuros;
- Não seque roupa ao ar livre, para evitar que os grãos de pólen se fixem à roupa;
- Não corte relva;
- Evite desportos de exterior e o campismo no período de polinização.
Controlar a reacção alérgica aos pólenes implica, muitas vezes, tratar com medicamentos específicos. Se nesta época do ano ocorrem manifestações de alergia aos pólenes, procure aconselhamento profissional.
Limpar a prótese com pasta de dentes provoca mau hálito.
O uso continuado de pastas de dentes provoca fissuras na prótese, favorecendo a acumulação de micro organismos que podem provocar mau hálito.
1- As proteses são feitas com materiais acrílicos microporosos.
Passadas 24 horas de estar na boca, a prótese é colonizada por bactérias, não só a superfície mas também nas microporosidades da prótese.
2- O acrilico, com que é feita a protese, é muito menos resistente que os dentes naturais. As pastas de dentes são muito abrasivas para as próteses porque lhes provocam fissuras no acrílico onde se acumulam as bactérias.
A proliferação de micro organismos na prótese pode produzir mau hálito e inflamação das gengivas.
Estes microorganismos podem passar para o resto do corpo e afectar a saúde do usuário de prótese.
1- Não escove a sua protese com pasta de dentes. Para além de não ser eficaz, provoca fissuras na prótese.
2- Escove a protese diariamente com escova apropriada e um produto antibacteriano.
3- Cuide das suas gengivas.
Massage as suas gengivas com uma escova maçia, pode também bochechar com um colutório especial para pessoas com próteses.

O que é a disfunção eréctil?
Uma das disfunções sexuais mais comuns é a disfunção eréctil.
Vulgarmente conhecida por impotência sexual, é defenidas cientificamente como incapacidade de obter e/ou manter uma erecção adequada para uma relação sexual satisfatória.
Quantos homens afecta em Portugal?
Calcula-se que esta patologia com alta prevalência afecte aproximadamente 500.000 Portugueses.
(Fonte; Sociedade Portuguesa de Andrologia).
Cerca de 52% dos homens com idade entre os 40 e os 70 anos têm disfunção eréctil.
(J. Urology, 1994).
A Sua Origem?
A Disfunção Eréctil pode ter origem em diversos factores: Uns de ordem física, outras de ordem psicológica. Muitas vezes estão ambos presentes.
Factores de origem Física.
Doenças vasculares: A arteriosclerose, problemas cardíacos, derrame cerebral, hipertensão e colesterol elevado, tudo factorse que afectam o fluxo de sangue do pénis.
Diabetes: Esta doença pode causar a lesão dos nervos e dos vasos sanguíneos que levam o fluxo sanguíneo ao pénis.
Doenças Nervosas: Os problemas neurológicos incluem a lesão da medula espinal, esclerose múltipla e degeneração dos nervos, decorrente da diabetes ou do alcoolismo.
Problemas hormonais: Níveis reduzidos de hormonas podem causar Disfunção Eréctil.
Cirurgia: Intervenções cirúgicas do intestino grosso, do recto ou da próstata também podem causar problemas de Disfunção Eréctil.
Efeitos secundários dos medicamentos: Existe uma vasta gama de medicamentos, como antidepressivos, antihipertensivos, antiandrogénicos que podem originar problemas de Disfunção Eréctil.
Se estiver a ser medicado, e tiver problemas de erecção, pergunte ao seu médico sobre possiveis efeitos secundários da medicação e quais as possiveis alternativas e soluções.
Factores Relacionados com o Estilo de Vida.
Álcool: O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode reduzir imediatamente a capacidade de manter uma erecção satisfatória. A longo-prazo, o consumo exessivo de bebidas alcoólicas pode causar lesões do figado e dos nervos e desiquilíbrios hormonais.
Estilo de vida sedentário: A ausência de exercicio fisico pode levar à Disfunção Eréctil.
Tabaco: Os fumadores têm uma maior probabilidade de vir a ter problemas de Disfunção Eréctil, do que os não fumadores, de acordo com estudos médicos efectuados.
Factores de Origem Psicológica.
Ansiedade: A ansiedade em relação ao desempenho sexual pode afectar a capacidade sexual.
Stress: Situações de stress também podem afectar o desempenho sexual.
Depressão: Homens com Disfunção Eréctil podem apresentar sintomas de depressão.
Homens com depressão, também podem apresentar problemas de erecção.
Problemas de relacionamento: Problemas de relacionamento sexual com a companheira, familiares, ou com aspectos financeiros, podem afectar negativamente o desempanho sexual.
A Rinite Alérgica afecta seriamente a qualidade de vida e, se não tratada correctamente, pode abrir caminho à asma. Um risco que se evita conhecendo melhor esta doença.
RINITE ALÉRGICA É...
É uma doença respiratória caracterizada pela inflamação da mucosa nasal. É alérgica quando essa inflamação ocorre após a exposição a substâncias que certos organismos identificam como perigosas e para as quais se sensibilizam - os alergénios.
Entre os responsáveis por esta reacção alérgica incluem-se os ácaros do pó, pêlos de animais, bolores e pólenes. Outras substâncias como o fumo do tabaco e a poluição agravam esta inflamação: por exemplo o fumo do gasóleo provoca inflamação das vias aéreas e predispõe o aparecimento de sensibilizações. Alguns medicamentos, como os descongestionantes nasais em excesso, podem desencadear os sintomas da rinite.
ATENÇÃO AOS SINTOMAS
A reacção do organismo manifesta-se através de:
- Corrimento nasal transparente (rinorreia);
- Nariz entupido (congestão nasal);
- Comichão (prurido) no nariz, olhos, garganta, ouvidos e céu da boca;
- Espirros;
- Olhos vermelhos, irritados e lacrimejantes.
Para compreender melhor o tipo de rinite alérgica é preciso ter atenção à duração dos sintomas, a sua intensidade e em que medida interferem na qualidade de vida, em termos de trabalho, escola, desporto e lazer.
COMO SE MANIFESTA A RINITE ALÉRGICA?
Intermitente: quando os sintomas duram menos de quatro dias por semana ou menos de quatro semanas (aparece de vez em quando).
Persistente: quando os sintomas se prolongam por mais de quatro dias por semana e por mais de quatro semanas (aparece quase diariamente).
Ligeira: quando não há perturbação do sono nem das actividades do dia-a-dia (trabalho, escola, desporto, lazer).
Moderada a grave: quando há distúrbios do sono e alterações nas actividades diárias (trabalho, escola, desporto, lazer).
COMO SE DIAGNOSTICA A RINITE ALÉRGICA?
A rinite alérgica deve ser identificada em consulta de especialista, na qual se realizam testes cutâneos (na pele do antebraço para ver a que sustâncias é alérgico), e se necessário exames ao nariz, garganta, ouvidos, pulmões e análises.
GERIR A DOENÇA, REQUER UMA ESTRATÉGIA
A rinite alérgica interfere claramente com a vida social, escolar ou profissional dos doentes. Uma estratégia para prevenir e controlar os sintomas implica:
- Evicção dos alergénicos - consiste em evitar, tanto quanto possível, a exposição à substância que causa a alergia. Assim se é alérgico a:
Ácaros - para manter a casa livre de pó, prefira materiais laváveis, e elimine alcatifas e carpetes. Controle a humidade.
Pólenes - evite saídas nos dias de mais calor, secos e com vento; mantenha portas e janelas fechadas nas horas mais quentes do dia.
Pêlos e penas - evite o contacto com animaism, mantendo-os fora de casa.
Bolores - use um desumidificador.
Alimentos - leia os rótulos com atenção com atenção, para identificar se contém ou não a substância a que é alérgico.
Medicamentos - informe-se com o seu médico e farmacêutico, e leia o folheto informativo.
- Tratamento - os medicamentos utilizados funcionam de forma distinta. Uns destinam-se ao alívio imediato dos sintomas, devendo ser tomados em situação de crise; outros visam a prevenção, pelo que são de toma regular, por períodos longos e repetidos no tempo. Se a rinite alérgica persistir pode ser necessário fazer o tratamento de manutenção, em que não há interrupção da toma. Quando indicado, após o diagnóstico, o médico especialista pode receitar vacinas específicas (imunoterapia).
Respeitar o tratamento é essencial para um bom controlo da rinite alérgica.
DE MÃOS DADAS COM A ASMA
Não tratar a rinite, ou tratá-la incorrectamente, pode abrir caminho a outras doenças, como a sinusite mas, sobretudo, a asma: é que a rinite é um factor de risco para esta doença respiratória.
Assim, sabe-se que:
- Muitos doentes com rinite também têm asma;
- A maioria dos doentes asmáticos tem rinite.
Controlar a rinite significa prevenir doenças mais graves.
Não damos por isso, mas todos os dias nos caem cabelos. O Problema é quando caem em exesso. Saiba como travar e prevenir a queda de cabelo, protegendo-o das agressões e mantendo-o saudável.
Em constante Renovação
Dos 100 mil a 150 mil cabelos que possuímos, em média todos os dias perdemos entre 50 a 100. Trata-se do processo natural de renovação capilar. É que o cabelo vive por ciclos:
- Anagénese - fase de crescimento activa, que dura entre dois a seis anos.
- Catagénese - fase de transição: dura uma a duas semanas, em que o crescimento pára.
- Telogénese - fase de repouso: dura dois a três meses, findos os quais os cabelos começam a cair, empurrados por novos fios em crescimento, repouso e queda.
Perder cabelo é, pois normal. Mas quando a queda é acentuada pode estar-se perante um quadro de alopécia - trata-se de um desiquilíbrio ao nivel do couro cabeludo, em que há mais cabelos em queda do que em crescimento, pondo em causa a renovação capilar. São muitos os factores que podem contribuir para a queda de cabelo transitória: - Hormonas - a gravidez e a toma de contraceptivos orais podem influenciar a queda de cabelo nas mulheres. - Medicamentos - como os usados na depressão, nas doenças cardíacas e no tratamento do cancro, entre outros. - Doenças - como a diabetes e o lúpus. - Ambiente - como a exposição exessiva ao vento, ao calor, ao cloro das piscinas. - Atrito - pelo uso intensivo de adornos (elásticos, ganchos), penteados elaborados e escovagem exagerada. - Agressividade química dos produtos usados na higiene capilar e/ou uso de produtos inadequados. - Alimentação pobre em proteínas, vitaminas e sais minerais. A alopécia androgénica (de causa hereditária) afecta de forma diferente homens e mulheres: - Homens - a rarefacção do cabelo começa nas laterais, perto da região frontal, ou na parte superior da cabeça, continuando para trás, podendo evoluir para calvície. - Mulheres - os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, podendo a queda acentuar-se à frente, nos lados ou na parte superior da cabeça, mas raramente progredindo para calvície. Travar a queda Para alguns tipos de alopécia estão hoje disponiveis na Farmácia Turcifalense medicamentos e produtos de saúde que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea e, com ela, a fase de crescimento activo do cabelo. Para cabelos sãos O melhor é sempre prevenir, pondo em prática os cuidados capilares mais adquados: - Aconselhe-se sobre os produtos mais adequados ao seu tipo de cabelo. - Lave o cabelo com água morna. - Retire o exesso de água antes de secar; use o secador a uma distância de 15 cm e a uma temperatura média. - Use uma escova de cerdas naturais e suaves. - Evite os adornos e os penteados que causem atrito ao cabelo. - Modere o recurso a tintas e permanentes. - Proteja os cabelos das agressões externas (vento, sol, águas duras). - Alimente o cabelo: por fora, com produtos adequados, e por dentro, fazendo uma dieta equilibrada. - Consulte um dermatologista se notar alterações no couro cabeludo.
Quando é demais
Diferentes Na Alopécia
Durante a gradidez o corpo adapta-se para dar vida a um novo ser...há medidas simples, mas essenciais para 40 semanas de bem-estar.
1.º Trimestre
Enjoos
Causados pela alteração hormonal, são mais frequentes ao acordar.
Comer uma tosta ou uma bolacha de água e sal antes de levantar e evitar jejuns prolongados são medidas possiveis.
Alterações nos seios
Aumentam de tamanho e tornam-se mais firmes e tensos.
Use um sutiã adequado.
Alterações na pele
A pele dos seios e da barriga estica, perde elastilidade e podem surgir estrias.
Aplique um hidratante ou um creme específico.
Pigmentação
Os mamilos ficam mais escuros, a linea negra (que atravessa o abdómen na vertical) torna-se mais visível. No rosto, podem surgir manchas acastanhadas - é o pano ou cloasma.
A alteração da pigmentação é normal; para o rosto use diariamente um creme com protecção solar.
Saúde Oral
As gengivas podem inchar e sangrar com mais facilidade.
Use uma escova macia e, se necessário, uma solução de lavagem. Visite regularmente o seu dentista.
2.º Trimestre
Vontade de urinar
Aumenta devido à pressão sobre a bexiga
Vá à casa-de-banho sempre que necessário: reter a urina aumenta o risco de infecção.
Desconforto abdominal
À medida que o bebé cresce os músculos da barriga distendem-se, podendo causar dor e a barriga começa a pesar.
Repouse e use uma cinta adequada, que suporte o peso da barriga com maior conforto.
Congestão nasal
As alterações hormonais e um aumento de volume de sangue podem causar a sensação de nariz entopido.
Use uma solução salina para alívio.
Calor e transpiração
A temperatura corporal da grávida é superior ao normal, sendo mais sentida no verão.
Perfira roupas leves e beba liquidos em abundância para prevenir a desidratação.
Alteração do centro de gravidade
O maior volume e peso abdominal podem causar algum desiquilíbrio.
Use calçado confortável, evite esforços e repouse. Procure manter uma postura correcta.
3.º Trimestre
Cãibras
Surgem sobretudo à noite
Esticar as pernas antes de se deitar alivia o incómodo. Se forem muito frequentes existem produtos contendo magnésio indicados nesta situação.
Inchaço
Mais comum no final da gravidez e no verão, é causado pelo exesso de fluidos no corpo, notando-se mais nas pernas, pés e mãos.
Mantenha as pernas elevadas quando estiver sentada ou deitada e vigie a pressão arterial. Se o valor for elevado informe o seu médico.
Varizes
Surgem pelo aumento de volume de sangue em circulação e porque o peso que as pernas sustentão é maior.
Evite estar muito tempo sentada ou de pé e sentar-se de pernas cruzadas. Use meias de compressão para alívio e prevenção de complicações.
Azia
Acontece quando o conteúdo acido do estomago sobe. A pressão da barriga sobre o estomago pode agravar a azia.
Coma pouco de cada vez e muitas vezes ao dia, evite alimentos gordos e condimentados, evite deitar-se ou recostar-se logo após as refeições. Os casos mais graves podem beneficiar de um antiácido à base de sais de magnésio.
Dores nas costas
Causadas pelo aumento de peso na barriga e mais comuns no final da gravidez.
Use calçado com uma boa base de apoio, evite levantar objectos pesados. Repouse e procure manter uma postura correcta.
Insónia
A sonolência inicial pode dar lugar à insónia, pela dificuldade em encontrar uma posição confortável.
Procure relaxar, tome uma bebida quente ao deitar e use almofadas para apoiar as costas e a barriga quando esta deitada.
A Alimentação e a Diabetes tipo 2
A DIABETES é uma doença crónica caracterizada pelo aumento anormal dos níveis de açúcar (glucose) no sangue.
A diabetes tipo 2 encontra-se em rápida expansão tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.
Actualmente, perto de 1 MILHÃO de portugueses sofre de diabetes, entre os diagnosticados e não diagnosticados.
A modificação dos hábitos alimentares para uma alimentação excessivamente calórica, rica em açúcares e gordura, associada a um estilo de vida sedentário, têm sido referidos como a principal causa do aumento da incidência de doenças como a diabetes tipo 2 e a obesidade que são hoje um problema de saúde pública, ambas com inicio cada vez mais precoce.
A crescente diversidade de produtos alimentares disponíveis e o efeito da publicidade originam por vezes conflitos nas escolhas que se fazem. Os refrigerantes, fast-food, bolos, bolachas, sobremesas, e outros alimentos ricos açúcar e/ou gordura passaram a ter uma procura quase diária, por vezes mais do que uma vez por dia, quando deveriam ser reservados para ocasiões festivas. Este tipo de alimentos substituem frequentemente alimentos mais completos e equilibrados do ponto de vista nutricional, como é o caso do leite, iogurtes, legumes, fruta e pão de mistura.
Segundo inúmeros estudos científicos, a adopção de hábitos alimentares mais saudáveis e equilibrados e o aumento da actividade física diária, são as medidas mais eficazes para a prevenção da diabetes tipo 2.
O plano alimentar de um diabético tem como objectivo conseguir o bom controlo dos níveis de açúcar no sangue, e prevenir, ou tratar o excesso de peso, a hipertensão arterial e os níveis de colesterol e triglicéridos no sangue, contribuindo desse modo para reduzir o risco de complicações da diabetes.
A aprendizagem acerca da escolha de alimentos e culinária saudáveis adequa-se também a qualquer pessoa que queira defender a sua saúde.
Neste contexto, é importante que os familiares e amigos da pessoa com diabetes se envolvam e adiram também às regras de uma alimentação mais saudável.
Nutricionista
Dr.ª Inês Machado
O regresso a casa com um bebé nos braços é um momento único, que deve ser repetido nos gestos do dia-a-dia, com os cuidados adequados ao bem-estar do bebé.
Uma pele especial
Ao bebé são sempre dedicados os melhores cuidados essenciais ao bem-estar e saúde. E assim é também no que toca à higiene.
A pele do bebé é imatura, com uma camada protectora muito fina e frágil, logo insuficientemente para proteger o bebé das agressões externas.
Por tudo isto a pele do bebé seca e greta com muita facilidade, sendo ainda propensa ao aparecimento de pequenas borbulhas e manchas avermelhadas. E com tantas fragilidades, necessita de cuidados para cumprir o seu papel de defesa.
Todos os produtos utilizados na higiene do bebé devem ser apropriados, de modo a prevenir alergias, sem álcool e sem sabão (neutros), sob pena de agredirem uma pele que é, afinal, delicada. As compressas devem ser de utilização única e o soro fisiológico em unidose, de modo a prevenir eventuais contágios.
Cuidar e proteger
Banho - Opte por uma solução de lavagem que se mistura na água adequada tanto para o corpo, como para o cabelo. Uma vez preparada, a água do banho passa-se sobre a pele com a ajuda de uma esponja muito suave, de compressas, ou directamente com a mão.
Cabelo - A crosta láctea, deve ser amaciada com óleo (de amendoas doces ou aveia) ou com produtos específicos. Uma vez seco o cabelo penteia-se com uma escova macia, para não magoar o couro cabeludo.
Cordão umbilical - Após o banho, aplica-se álcool a 70º (sem cetrimilda) com uma compressa e gaze esterilizada.
Zona da fralda - Limpa-se a cada muda, com uma compressa com água morna ou com toalhetes apropriados, e aplica-se um creme protector para prevenir a "assadura do rabinho" (dermatite de fraldas), mas apenas quando há assadura ou o bebé tiver cocó. Há fraldas próprias para recém nascidos, com um recorte que não tapa o cordão umbilical.
Corpo - Depois do banho, é importante hidratar a pele do bebé para ajudar a repor a camada protectora. Aplica-se por isso, em gestos suaves, um leite ou óleo corporal.
Perfumes e colónias - é preferivel aplicar na roupa e não na pele do bebé.
Cuidados delicados
Olhos - Limpam-se com gaze estéril embebida em soro fisiológico (uma para cada olho), no sentido nariz-orelha, de modo a desentupir o canal lacrimal e prevenir conjuntivites;
Ouvidos - Para eliminar água que possa ter entrado durante o banho, limpa-se apenas a parte externa do pavilhão auditivo com uma compressa, nunca com cotonetes;
Nariz - Deve usar-se o soro fisiológico para limpar e hidratar a mucosa do nariz. Se houver secreções visíveis, podem remover-se com a ponta de um cotonete em movimentos circulares, lentos e suaves.
Unhas - Para evitar que o bebé se arranhe, devem ser cortadas com tesouras apropriadas de ponta arredondadas e limadas.
A Primeira lista
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Acessórios

Na Neve Com Saúde
Praticar desportos de Inverno é bom para a saúde mas não é isento de risco. Antes de partir para a neve previna-se e equipe-se com informação sobre gestos mais adequados para deslizar com saúde.
Os desportos de inverno, são uma actividade física normalmente praticada em altitude, exigindo por isso um esforço superior. Da patinagem no gelo ao ski, passando pelo snowboard e por alguns desportos mais radicais, todos colocam à prova músculos e articulações, bem como os sistemas circulatório e respiratório.
O corpo deve estar preparado para nos divertimos na neve em segurança e prevenir os riscos associados às actividades na neve. Há por isso alguns cuidados, a ter para prevenir.
1- Lesão muscolares e articulações, devido ao esforço e a quedas:
2- Desidratação, o esforço físico aumenta a perda de líquidos corporais:
3- Frieiras, causadas pelas mudanças bruscas do frio para o calor:
4- Queimaduras solares, a radiação ultravioleta é mais intensa em altitude, além de que é reflectida pela neve, incidindo na pele:
5- Riscos associados à descida da temperatura do corpo, por perda calor e enregelamento que resulta do contacto directo com a neve, afectando sobretudo as extremidades - mãos, pés, nariz e orelhas:
Os animais são companheiros de brincadeiras, de aprendizagens, terapeutas, ajudam a combater o stresse e o isolamento. Mas podem também ser uma fonte potencial de doenças a prevenir: desde o pêlo do cão e saliva do gato, que podem causar alergias, às pulgas, carraças e parasitas intestinais, são muitos os riscos necessários acautelar. Os parasitas - seres que sobrevivem à custa de outros (os hospedeiros) - fixam-se à pele ou aos pêlos (ectoparasitas), ou alojam-se nos intestinos (endoparasitas). De uma forma ou de outra, constituem uma ameaça para a saúde do animal e, nalguns casos, dos seres humanos, uma vez que alguns destes parasitas são transmissores de doenças que podem afectar o homem - zoonoses. A transmissão ocorre por contacto, directo ou indirecto com resíduos do animal (urina e fezes), com a saliva, pele ou revestimento externo (pêlos ou penas), através de um arranhão, mordedura ou picada de pulgas e/ou carraças. Crianças, idosos, grávidas e pessoas com o sistema de defesa diminuido (imunodeprimidas) são mais vulneráveis a este contágio, devendo ter particular cuidado no contacto com os animais e ambientes potencialmente contaminados (como a relva, a terra de um canteiro ou areia de praia). Desparasitar é preciso. Cães e gatos são muito mais do que animais de companhia, para muitas pessoas é como se fossem da família. E, como qualquer outro membro da família, devem ser mantidos saudáveis. O que passa por manter os parasitas à distância, através da desparasitação, admistrando regularmente medicamentos eficazes contra um ou mais parasitas intestinais: - Os animais mais jovens devem ser desparasitados a partir das seis semanas de vida, de quinze em quinze dias, até aos trés meses: alguns já nascem com parasitas (transmitidos pela mãe) e outros adquirem-nos através do leite materno. - Nos animais adultos a desparasitação é individual, e em função de: A saúde do animal passa também por prevenir as infestações com pulgas, carraças e outros parasitas externos. As coleiras insectidas, soluções para unção, sprays, pós e pipetas para aplicar na pele (spot-on) são algumas das alternativas disponíveis para cães e gatos, oferecendo protecção por períodos variáveis consoante o produto. Proteger toda a família. Desparasitar os animais é o primeiro passo para os proteger e, com eles, toda a família. Mas há outros cuidados necessários para prevenir uma infestação em casa ou uma zoonose: - Leve o animal ao veterinário com regulariedade, cumprindo os esquemas de desparasitação e vacinação; - Alimente o animal com alimentos cozinhados ou com alimentação específica - nunca dar carne crua; - Limpe com frequência o espaço reservado ao animal, no caso dos gatos, mude diáriamente o caixote de areia; - Minimize a exposição de crianças, grávidas, idosos, e imunodeprimidos a ambientes potencialmente contaminados por fezes de animais; - Lave as mãos após contactar com o animal; - Use luvas na limpeza do seu habitat; - Mantenha uma boa higiene pessoal, do animal e da casa. 
Os animais de companhia marcam uma presença importante no seio familiar mas são uma porta aberta a infecções. Conheça quais e como preveni-las, mantendo os seus amigos de quatro patas e a sua família saudáveis.

Com acne surgem pontos negros ou mesmo borbulhas que teimam em aparecer, muitas vezes, logo no rosto. Importa por isso tratar o quanto antes para não ficarem marcas e, sobretudo, para te sentires bem contigo próprio.
Poros entupidos
A acne está relacionada com a produção de gordura na pele. Típica da adolescência, há uma maior produção de hormonas, que estimulam a formação de gordura pelas glândulas sebáceas.
Essa gordura em exesso concentra-se nos poros entupindo-os. Formam-se então os comedões, mais conhecidos por pontos negros ou brancos. A acumulação de gordura acaba por atrair bactérias que a decompõem, irritando ainda mais a pele e provocando as borbulhas.
É no rosto que a acne se nota mais, mas há outras partes do corpo que podem ser afectadas: as costas e os ombros, o peito e até o pescoço. Nem sempre com a mesma gravidade, pois a acne pode oscilar entre ligeira e grave, consoante é mais superficial ou mais profunda.
Nas raparigas é provável que a acne se acentue por altura da menstruação: a culpa é uma vez mais das hormonas.
(Quase) só para adolescentes
Embora quase exclusivamente da adolescência, a acne pode surgir nos adultos. É mais comum entre os rapazes: pois a pele produz mais gordura. E também, pode ser uma questão genética.
A acne trata-se e quanto mais cedo melhor!
Contra poros entupidos
A prevenção e o controlo da acne envolvem cuidados diários, de limpeza e hidratação da pele, e cuidados mais específicos, dirigidos à zona afectada:
1. De manhã e à noite:
2. Na zona a tratar:
3. Consultar um dermatologista pode ser útil, pois a tua pele pode necessitar de um tratamento mais específico, com a ajuda de medicamentos.
PROÍBIDO ESPREMER!
A tentação é grande: mais uma borbulha só apetece espremer. Mas espremer não melhora a situação, pelo contrário: pode deixar uma marca no rosto. Há que dar tempo ao tempo: com os cuidados apropriados a acne acaba por desaparecer.
O SOL ENGANA!
O bronzeado disfarça temporariamente a acne, mas seca a pele, o que a faz produzir mais gordura. Nesta farmácia: encontras o melhor conselho sobre protectores solares para peles acneicas.

À descoberta dos novos sabores
Chegado o momento em que só o leite já não é suficiente para alimentar o bebé, é tempo de experimentar novos sabores e novas texturas.
Para além do leite
O leite é o primeiro alimento e o único pelo menos até aos 4 - 6 meses. Mas à medida que o bebé se desenvolve deixa de ser suficiente para responder às suas necessidades de crescimento. Chega então a altura de introduzir outros alimentos - é a diversificação alimentar. Com mais uma novidade: a colher.
Os novos alimentos devem ser oferecidos ao bebé um a um, para lhe dar tempo de se habituar ao sabor e, sobretudo, para identificar eventuais reacções alérgicas - perante vómitos, diarreia ou erupção na pele é preciso suspender o novo alimento e informar o médico.
Também a textura e consistência vão mudando - os purés passam de cremosos a granulosos, até que se incluem pequenos pedaços, de modo a estimular a mastigação.
Nem sempre é facil a adaptação do bebé e as primeiras tentativas podem não correr tão bem: é preciso criar um ambiente de tranquilidade durante as refeições e, ir insistindo.
Praticas e seguras: são assim as refeições já preparadas - boiões - cuja composição é adequada a cada etapa de desenvolvimento do bebé, sendo úteis nos passeios e viagens.
Grão a grão...
É progressivamente que os alimentos devem ser introduzidos na dieta do bebé. Não há uma ordem rigorosa - tudo depende de cada bebé e do conselho do pediatra - mas há algum consenso:
A estreia acontece com papas sem glúten (farinha de milho ou arroz) ou puré de legumes.
As papas podem ser feitas com leite habitual ou preparadas com água, quando são lácteas e já têm o leite incluido.
Nas primeiras sopas pode escolher entre todos os legumes, mas guarde para mais tarde os que podem causar gases no bebé (leguminosas como feijão, grão, ervilha), os muito ácidos (tomate, pimentos e pepino), os espinafres e beterraba, estes porque contêm nitratos; a sopa não deve levar sal e o azeite adiciona-se apenas após a cozedura.
No que respeita a fruta, primeiro maçã e pêra em puré e banana esmagada; citrinos, ananás e morangos só mais tarde.
A partir dos seis meses, papas com glúten e iogurte.
O peixe branco (como a pescada) e ovo são dos últimos a introduzir.
Nem a dose de carne nem a de peixe devem exeder as recomendações do pediatra: é que o exesso de proteínas pode prejudicar os rins.
O leite e produtos lácteos devem continuar a fazer parte da alimentação do bebé para suprir as necessidades de cálcio - em quantidade equivalente a 500 mL (meio litro) de leite por dia. A água deve estar sempre presente, de preferência entre refeições.

Quem tem dermatite atópica possui uma pele muito sensível e reactiva, a exigir cuidados específicos.
Uma barriga frágil
É quase sempre durante o primeiro ano de vida que a dermatite atópica se declara.
Embora a sua causa exacta não seja conhecida, está muitas vezes associada a antecedentes familiares de alergia: é sinal de que, mais tarde, pode aparecer rinite e asma.
Pele seca, com comichão, vermelhidão e a descamar são os sintomas desta inflamação que, apesar de ser crónica, não é contagiosa.
Nas crianças, é no rosto, sobretudo nas bochechas mas também junto às orelhas, e nas zonas de flexão - dobra dos cotovelos e dos joelhos - que as lesões se localizam. Nos adultos, localizam-se, sobretudo, nas zonas de flexão.
A tendência é para coçar: mas, quanto mais se coça, mais se acentua a irritação e mais comichão sente.
E a pele fica mais vulnerável a agentes infecciosos como bactérias.
Característico na dermatite atópica é evoluir por ciclos, com períodos de acalmia a alternarem com outros de maior intensidade, podendo o stresse, a exposição a factores ambientais como temperaturas extremas, alimentos ou produtos irritantes, desencadear os sintomas.
Gestos de suavidade

O colesterol é uma substância gorda presente em todas as células do nosso organismo, necessária, em pequenas quantidades, ao seu funcionamento. É sintetizado no fígado de acordo com as nossas necessidades sendo utilizado para diversos fins, nomeadamente: a produção de determinadas hormonas, vitaminas, sais biliares (sais que ajudam a digestão das gorduras) e ainda para a construção das paredes celulares.
Para circular no sangue, o colesterol necessita de ser transportado associado a proteínas formando as lipoproteínas, sendo as mais importantes as de baixa (LDL) e as de alta densidade (HDL).
Quando o colesterol existe em excesso no sangue, as LDL, são responsáveis pelo seu depósito nas paredes das artérias, formando as placas de arteriosclerose. Por essa razão são conhecidas como o "mau colesterol".
As HDL transportam colesterol dos tecidos de volta para o fígado, onde o colesterol é metabolizado ou eliminado. Estas lipoproteínas são responsáveis pela sua remoção das placas de arteriosclerose, atrasando e/ou evitando a sua formação. Por essa razão, são conhecidas como o "bom colesterol".
Quando o nível de colesterol no sangue está elevado, o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumenta.
Muitos são os factores que contribuem para o aumento do colesterol, dentre eles os factores genéticos ou hereditários, a obesidade e actividade física reduzida. A DIETA INADEQUADA, rica em gorduras saturadas, constitui provavelmente a principal causa.
As gorduras da carne (principalmente a carne vermelha), leite e derivados são as principais fontes de colesterol e de gorduras saturadas na nossa alimentação. Também as gorduras vegetais, quando sujeitas a altas temperaturas ou manipulações industriais (fritos, pré-cozinhados, etc.) podem tornar-se em gorduras saturadas.
Uma alimentação equilibrada é a melhor opção para manter os níveis de colesterol controlados. Por isso é importante: Procurar variar o mais possível a alimentação; Privilegiar os frutos e vegetais; Escolher as variedades cereais e seus derivados menos refinados; Dar preferência ao peixe em detrimento da carne; Dar preferência ao leite e derivados magros; Moderar o consumo de gordura e de alimentos ricos em colesterol; No que respeita às gorduras, privilegiar as gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas, em detrimento das gorduras saturadas; evitar o consumo de alimentos pré-cozinhados preferindo os alimentos confeccionados em casa; Estufados em cru e cozidos são as técnicas culinárias mais saudáveis.
Nutricionista
Dr.ª Inês Machado

A obesidade é um dos problemas de saúde mais graves que afecta crianças e adolescentes a nível mundial. As evidências sugerem que o problema está a agravar-se rapidamente. O aumento da prevalência de obesidade infantil pode fazer com que a próxima geração apresente indicadores de obesidade no adulto superiores aos indicadores actuais.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. Este excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, isto é, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia gasta. A obesidade é uma doença crónica, é a doença nutricional mais prevalente a nível mundial e a epidemia do século XXI.
O índice de massa corporal é utilizado como indicador de obesidade no adulto. Uma criança, com idade superior a 2 anos, é considerada obesa quando o seu IMC é igual ou superior ao Percentil 95 (P95) para o sexo e a idade; e com excesso de peso quando o IMC está entre o P85 e o P95. Os novos Boletins de Saúde Infantil têm tabelas de percentis de IMC.
São os factores ambientais, nomeadamente comportamento alimentar e exercício físico, que exercem a maior influência na magnitude da expressão clínica da doença.
A maioria das crianças come muito e mal! Fazem uma alimentação com baixo consumo de fibras (vegetais e fruta) e com excesso de açúcar (refrigerantes, bolos, doces), gorduras saturadas (batas fritas de pacote) e sal.
A esta alimentação desequilibrada associa-se o sedentarismo e a reduzida prática de exercício físico.
Segundo a literatura mais recente, a televisão parece desempenhar um papel importante na génese da obesidade infantil. A televisão reforça o estilo de vida sedentário e promove uma alimentação desequilibrada através da publicidade.
É, por isso, importante reduzir o tempo que as crianças despendem a ver televisão, recomendando-se menos que 2 horas/dia.
Já vai longe o tempo em que gordura era formosura! Actualmente, sabe-se que a obesidade na infância é prejudicial à saúde física e mental da criança e predispões à obesidade na idade adulta.
As crianças obesas têm uma menor qualidade de vida: cansam-se com facilidade, têm dificuldade em mexer-se, é difícil comprarem roupa, têm baixa auto-estima, podem ter dificuldades de relacionamento com os seus colegas ou serem descriminadas por estes.
A obesidade está associada ao aparecimento de Diabetes tipo 2, hipertensão arterial, aumento do colesterol, puberdade precoce, problemas ortopédicos e psicológicos em crianças e adolescentes obesos. Mas se esta situação não for precocemente tratada estas crianças serão adultos obesos com risco aumentado de doenças cardiovasculares!
Nutricionista
Dr. Inês Machado

A celulite é uma preocupação para as mulheres, mas também para alguns homens. Uma das questões que frequentemente se coloca é perceber se o que ingerimos potencia ou não o seu aparecimento. O termo "celulite" foi criado por médicos franceses e aplicado àquilo que pensam ser determinado tipo de gordura de aspecto granuloso, que afecta habitualmente as coxas e as nádegas das mulheres e, por vezes, os braços e a parte inferior de abdómen. A celulite é também conhecida como pele tipo "casca de laranja".
A razão pela qual tantas mulheres - mesmo aquelas que não tem problemas de excesso de peso - criem celulite nas ancas e nas coxas é porque a hormona feminina (estrogéneo) promove a acumulação de gordura nessas zonas. Por outro lado, as mulheres armazenam mais gordura imediatamente abaixo da superfície da pele, enquanto os homens a armazenam sob os músculos. Após a menopausa, a mulher deposita mais gordura na parte superior do corpo, mas esta tendência pode, às vezes, ser invertida por uma terapêutica de substituição hormonal. À medida que a pele envelhece, a superfície torna-se mais fina e menos elástica, pelo que o aspecto "casca de laranja" fica mais pronunciado. A celulite é, portanto, uma característica natural do corpo e, embora desoladora para aquelas que a têm, não provoca qualquer dano físico. De referir que o aspecto "casca de laranja" pode piorar com os banhos de sol, pois sabe-se que a exposição excessiva à luz solar reduz a elasticidade da pele. A forma mais eficaz de combater a celulite é praticar regularmente exercício físico a par de uma alimentação saudável, pobre em açúcares, sal e gorduras e muito rica em frutos, vegetais e água.
Repelentes de mosquitos - ser ou não ser picado, eis a questão!

Quais os repelentes de aplicação na pele actualmente mais aconselhados?
Contendo DEET - ex.: Tabard®, Previpiq®
Contendo EBAAP (IR3535) - ex.: Pré-Butix®
Contendo Picardina - ex.: Bayrepel®, Autan®
Qual deles é mais eficaz e seguro?
Todos estes repelentes têm perfis de eficácia e segurança bastante semelhantes no que diz respeito à picada de mosquitos. Em geral, têm também alguma eficácia na prevenção da picada de outros insectos, como certos tipos de pequenas moscas, e de carraças.
Qual deles é melhor para mim?
De entre aqueles, o melhor repelente para si é o que achar mais fácil de usar, por motivos que podem ir desde o perfume até à forma de apresentação. Assim, por exemplo, se para algumas pessoas é mais prático usar uma bisnaga de creme, para outras, a melhor maneira de se assegurarem que vão mesmo usar o produto, é adquirindo um roll-on de fácil aplicação e transporte.
Quantas vezes por dia devo aplicar o repelente?
Siga sempre as instruções do produto que estiver a usar. Em média, o repelente é aplicado a cada 4 horas, mas a protecção que ele lhe confere e consequentemente o espaçamento das aplicações variarão bastante com a sua concentração e vários outros factores. Assim, por exemplo, se suar mais ou se se molhar poderá ter de fazer as aplicações com maior frequência.
Que cuidados devo ter ao aplicar o repelente?
- Siga sempre as instruções do produto.
- Use apenas a quantidade de repelente suficiente para cobrir as zonas expostas da pele.
- Para aplicar o repelente na face, primeiro aplique-o nas mãos e depois então espalhe-o cuidadosamente na face. Não aplique o produto nos olhos, narinas ou boca, nem em áreas da pele que já estejam bem protegidas pela própria roupa.
- Não aplique o produto sobre feridas ou pele irritada.
- Não active sprays ou aerossóis em espaços fechados e nunca próximo de lume ou quando estiver a fumar, se for o caso.
Os repelentes podem dar efeitos secundários?
É bastante raro, mas não é impossível acontecer, por exemplo reacções de irritação da pele ou olhos, ou alergia (ex.: urticária). Estas reacções são, em geral, imprevisíveis. Se já usou um determinado repelente antes sem reacções adversas, será em princípio sensato continuar a usar o mesmo. Na dúvida, ou se pensar usar o repelente ininterruptamente durante um longo período de tempo, consulte o seu médico ou consulta do viajante.
E se eu suspeitar que o produto me está a dar uma reacção indesejável?
Nesse caso, suspenda a sua utilização, lave a pele onde o aplicou com água e sabão/sabonete e contacte um profissional de saúde. No caso de aplicar o produto acidentalmente dentro dos olhos, irrigue-os abundantemente com água corrente e consulte um profissional de saúde. Guarde consigo a embalagem para a mostrar se necessário.
Que repelente usar nas crianças?
Use as formulações próprias conforme indicado na embalagem. Os repelentes com DEET, por exemplo, não devem ser utilizados em crianças com menos de dois meses de idade. Em geral:
- Não aplique repelente nas mãos das crianças pequenas pois elas levam-nas muitas vezes à boca e aos olhos.
- Nunca deixe uma criança pequena aplicar o repelente a si própria; deverá ser sempre um adulto a fazer-lho.
- Consulte o médico do seu filho, sobretudo se este tiver antecedentes de convulsões ou alergias.
Que cuidados especiais devem ter as grávidas e mães a amamentar ao peito?
No caso dos repelentes de comercialização autorizada, em geral não se colocam recomendações especiais para além das já mencionadas. Consulte o folheto informativo do produto e, se tiver alguma dúvida, recorra ao seu médico ou consulta do viajante.
Tem interesse tomar vitamina B ou alho, usar dispositivos de ultra-sons, ou braceletes ou colares impregnados de insecticida?
Demonstradamente, estes métodos não são eficazes como repelentes.
Como deverei fazer se quiser aplicar também um protector solar?
Em princípio, deverá aplicar na pele primeiro o protector e depois, por cima, o repelente. Mas lembre-se que, nesse caso, a eficácia do creme solar poderá ficar diminuída, pelo que poderá ter interesse em usar um factor de protecção um pouco mais elevado que o habitual. De qualquer forma, se se enganar não se preocupe demasiado, pois há peritos que pensam que a questão de qual dos produtos aplicar primeiro não é assim tão importante.
E os cremes que contêm uma mistura de repelente e protector solar?
Não recomendamos em geral estes produtos pois podem condicionar uma absorção excessiva de repelente através da pele, entre outras razões porque o protector solar tem de ser renovado mais vezes que o repelente.
Aplico repelente e mesmo assim sou picado!
Para evitar ser picado não basta aplicar repelentes e não pensar em mais nada. Os repelentes recomendados são muito eficazes, mas a sua eficácia na prática depende de vários factores e não existem repelentes com eficácia de 100%. Por isso é que é tão importante seguir também os restantes conselhos relativos a comportamentos atitudes nas zonas de risco (horário das saídas à rua, vestuário, calçado, insecticida no quarto, etc...).
Os mosquitos são atraídos pelo odor da nossa pele e pelo dióxido de carbono da nossa respiração. Os repelentes tornam-nos pouco atractivos como refeição para os mosquitos, mas não os matam. Por outro lado, os repelentes são eficazes apenas a curta distância, pelo que é natural que veja mosquitos a voar perto de si.
Um produto com maior percentagem de substância activa ou aplicado mais frequentemente, será uma boa opção caso esteja ao ar livre durante várias horas, enquanto um produto com menor concentração ou aplicado mais espaçadamente pode ser adequado se a sua permanência no exterior for mais curta. Caso esteja no exterior mais tempo do que o previsto e ache que está a começar a ser picado pelos mosquitos, simplesmente volte a aplicar o repelente, seguindo sempre as instruções do produto. Não se esqueça de abranger uniformemente todas as zonas de pele exposta (excepto olhos, narinas e boca).
Ortodôncia

A ortodontia é uma das especialidades reconhecidas pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), cujo propósito é corrigir posições dos dentes nas arcadas dentárias e direccionar os maxilares para uma relação mais equilibrada. O principal objectivo é permitir uma harmonização estética da face e dos dentes e conseguir uma funcionalidade adequada das estruturas bucais.
Todas as crianças devem recorrer à primeira consulta de ortodontia antes dos sete anos de idade!
Quando é necessário o tratamento ortodôntico?
O tratamento ortodôntico é necessário quando se verificam más posições dos dentes e dos maxilares (más-oclusões), bem como problemas de ordem funcional nas estruturas bucais e faciais. Assim sendo, um tratamento a efectuar por um ortodontista deverá promover os seguintes objectivos:
a) Conseguir uma face mais harmoniosa e um sorriso atraente.
b) Melhorar as funções próprias da boca e das estruturas adjacentes (mastigação e deglutição, respiração, fala e expressão facial).
c) Alinhar os dentes e quando possível os maxilares, restablecendo a função adequada das estruturas bucais.
d) Reduzir a probabilidade do risco de fracturas dentárias.
e) Prevenir certos problemas nas articulações temporo-mandibulares (articulações que ligam a mandíbula ao crânio).
Más-oclusões habitualmente tratadas pelos ortodontistas
Podemos distinguir três categorias de más-oclusões:
Primeira categoria: problemas dentários
Nesta primeira categoria, os dentes, pelas mais variadas razões, não se encontram colocados correctamente nos ossos, maxilares e, por isso, apresentam-se desalinhados (apinhados ou espaçados).
Segunda categoria: problemas ósseos
Na segunda categoria, os ossos maxilares não se desenvolvem de forma harmoniosa, o que representa um efeito negativo na estéctica facial e nas funções orais.
Terceira categoria: problemas dentários e problemas ósseos
Combinação de problemas dentários e de problemas esuqeléticos, afectando ão só a cavidade oral como também a estética da face.
As causas dos problemas ortodônticos
Os problemas ortodônticos, nomeadamente as más-oclusões, podem ter origem em causas de natureza hereditária ou ambiental ou aidna uma combinação das duas. Na realidade, o tamanho dos dentes e o dos maxilares, assim como a relação entre eles, são características que podem ser transmitidas de pais para filhos.
Quando é que se deve iniciar um tratamento ortodôntico?
Quanto mais cedo, melhor
A prevenção é fundamental em qualquer especialidade médica ou dentária. Por essa razão, recomendamos que a primeira visita ao ortodontista seja antes dos sete anos de idade. Trata-se do momento ideal para o ortodontista observar o paciente, identificar os problemas, avaliar a sua gravidade e decidir o melhor momento para se iniciar o tratamento.
A ortodontia preventiva, dirigida aos pacientes muito jovens, pretende tratar algumas situações, tais como a perda prematura dos dentes temporários, a sucção prolongada dos dedos e as posições incorrectas da língua.
Nos casos onde se verifica a sucção dos dedos e a projecção da língua, torna-se possível interromper esses hábitos nocivos sem recorrer à colocação de aparelhos ortodônticos desde que, tantos os pais como as crianças, sejam devidamente instruídas e orientadas.
Os tratamentos levados a efeito entre os sete e os nove anos de idade correspondem à denominada ortodontia interceptiva. O seu propósito é promover tratamentos com o objectivo de evitar o desenvolvimento de problemas de ordem funcional esquelética.
A ortodontia correctiva trata as más-oclusões que já se apresentam completamente estabelecidas em crianças ou adultos.
Vantagens de iniciar um tratamento ortodôntico no momento certo!!!
1. Melhor prognóstico para se evitar a extracção de dentes permanentes;
2. Supervisão e orientação mais fácil dos problemas de natureza óssea, uma vez que o ortodontista pode controlar melhor o desenvolvimento esquelético antes do despontar da puberdade (ortopedia dento-facial);
3. Melhor resposta dos tecidos biológicos ao tratamento;
4. Adaptação mais fácil dos pacientes jovens aos aparelhos;
5. As crianças mais novas não se sentem preensivas e, geralmente, não têm problemas de índole psicológica como os adolescentes;
6. Quando o tratamento é iniciado mais cedo termina antes da criança entrar na puberdade. Por essa razão possuem mais auto-estima do que os outros adolescentes, uma vez que melhoram a sua estéctica facial;
7. Os pacientes adultos, cujo desenvolvimento ósseo já terminou, são mais frequentemente sujeitos a extracções de dentes permanentes ou, no caso de serem portadores de problemas esqueléticos graves, necessitam de cirurgia ortognática (para corrigir as dimensões e as posições dos maxilares).
Que tipos de aparelhos ortodônticos é que existem?
Aparelhos fixos
São os aparelhos ortodônticos mais utilizados.
São constituídos por suportes onde se inserem os arcos metálicos que exercem forças para deslocar os dentes para melhores posições.
Os suportes são essencialmente de dois tipos: os "brackets", que são colocados às superfícies dos dentes e os tubos soldados às bandas, as quais são anéis metálicos cimentados em redor dos dentes dos dentes que suportam forças mais elevadas.
Aparelhos de expansão
Trata-se de aparelhos usados para a alteração da forma da arcada dentária.
Aparelhos funcionais
São aparelhos removíveis ou fixos que podem ser usados para a correcção dos problemas de ossos maxilares.
Colocam-se em crianças muito jovens, sendo principalmente utilizados nos períodos da pré-puberdade ou na puberdade.
Os dispositivos funcionais removíveis são, na sua maioria, usados durante o período da noite e durante algumas horas do dia.
As vantagens dos dispositivos removíveis são a facilidade com que podem ser limpos e a possibilidade de poderem ser retirados durante as refeições.
No entanto, nos pacientes em que se nota pouca ou nenhuma colaboração durante o tratamento, o facto destes aparelhos poderem ser retirados poderá constituir uma desvantagem, sendo por isso mais indicados os dispositivos fixos.
Maus Hábitos
São muitos os hábitos adquiridos pelas crianças que podem causar problemas no desenvolvimento dos dentes e das estruturas bucais. Dentro desses hábitos nocivos podemos referiar a respiração bucal (muitas vezes relaccionada com adenóides grandes, bronquite asmática, alergias, etc.), tensão com crispação dos dentes, pressão lingual, mordedura e/ou interposição do lábio inferior, roer as unhas ou outros objectos (lápis, borrachas), mastigar apenas de um dos lados, succionar o dedo, etc.
Temos de extrair dentes durante o tratamento ortodôntico?
Durante o tratamento é possível que tenham de se extrair alguns dentes temporários (de leite), caso permaneçam na boca para além do tempo considerado aceitável. Já em certos casos, a extracção ou não de dentes permanentes é uma decisão muito séria que o ortodontista deve ponderar.
Requisitos para um tratamento ortodôntico bem sucedido
Um tratamento ortodôntico bem sucedido requer um especialista em ortodontia e um paciente colaborante.
O paciente colabora quando segue atentamente as intrucções do ortodontista no que respeita ao uso dos dispositivos, quando comparece às consultas e mantém uma higiene oral impecável. Isto significa que deve efectivamente escovar os dentes três vezes por dia após as refeições, deve reduzir o consumo de alimentos açúcarados, bem como evitar mascar pastilha elástica. Só assim se alcançam os objectivos estipulados no menor período de tempo possível.
No que respeita à duração do tratamento, ela pode variar em média de poucos meses a dois anos, tudo dependendo da natureza e da gravidade do problema.
Como escovar os dentes com aparelhos ortodônticos fixos?
• A escovagem deve ser realizada após todas as refeições. É importante que todas as superfícies sejam escovadas.
• Inicie a escovagem dos arcos, com o auxílio dos tufos externos, efectuando movimentos horizontais de pequena amplitude, que retiram simultaneamente os restos alimentares dos brackets.
• Com a escova inclinada a 45 graus, escove a zona entre a gengiva e o bracket ao longo de toda a arcada, no sentido da gengiva para o dente.
• Em seguida, escove a zona entre o bracket e as superfícies que mastigam.
• Logo depois, escove a face interna dos dentes molares com a escova inclinada a 45 graus. A face interna dos incisivos escova-se na vertical.
• Por fim escovam-se as superfícies mastigatórias dos dentes e bochecha-se com água.
• Após a escovagem, utilize um escovilhão interdentário.
• Para completar a sua higiene oral, deve bochechar com um colutório com flúor.
• Evitar alimentos como: pastilhas elásticas, caramelos, alimentos duros, bebidas doce ou com gás e açúcar.
Dentição Infantil
l A Odontopediatria é a área da Medicina Dentária dedicada à saúde oral das crianças e adolescentes, com o objectivo de que os pacientes atinjam a idade adulta com uma boca sã, estética e funcional, e a possam conservar assim durante toda a vida. Odontopediatria O paciente infantil pode sofrer cáries, traumatismos, alterações da erupção dentária e outros problemas que podem afectar negativamente a saúde oral presente e futura. A criança está em constante evolução e crescimento, e isto converte-a num paciente odontológico diferente do adulto, com necessidades de tratamento pessoal e dentário específicas em cada momento. O objectivo de um tratamento precoce deve ser o restabelecimento das condições normais para um óptimo crescimento, desenvolvimento e funcionamento. O êxito tratamento odontopediátrico não é apenas a realização do mesmo, mas também lograr uma atitude positiva da criança e responsáveis para com a prevenção e manutenção da saúde oral. Quando se devem iniciar os cuidados de saúde oral infantil? Devem iniciar-se com conselhos pré-natais aos futuros pais sobre a importância de manter uma boa saúde oral. Os cuidados de saúde oral infantil devem ser vistos com base para uma educação preventiva que proporcione as condições normais para o óptimo funcionamento. Mesmo antes da erupção dos dentes deve limpar-se as gengivas do bebé com uma gaze humedecida em água, bem como estabelecer hábitos correctos de alimentação. Assim que aparece o primeiro dente, deve ser iniciado um programa diário efectivo de higiene oral para prevenção de cárie e doença paradontal sob orientação do médico dentista e/ou higienista oral. Quando erupcionam os primeiros dentes? Os primeiros "dentes de leite" erupcionam entre os 6-8 meses de idade e até aos 2,5-3 anos de idade 20 dentes temporários devem aparecer na boca da criança, embora se possa considerar completamente normal ligeiras variações individuais. A erupção dos dentes pode causar algum incómoda e sintomas como aumento de salivação, ansiedade, perda de apetite ou dificuldade em dormir, são usais. O seu dentista pode dar-lhe algumas sugestões de como aliviar a situação. Quando surgem os dentes definitivos? A mudança dos dentes dá-se normalmente em duas fases: entre os 6-8 anos e entre os 10-12 anos. um facto importante é a aparição aos 6 anos do 1º molar permanente que erupciona atrás do 2º molar decíduo (de leite). Ao não implicar a queda de nenhum dente temporário a sua presença pode passar despercebida e confundir os pais que pensam vir a ser substituído mais tarde. Qual a idade ideal para a 1º consulta ao dentista? A Academia Europeia e Americana de Odontopediatria recomendam fazer a primeira visita ao dentista até ao primeiro ano de idade. Idealmente estas visitas servem para uma observação do estado de saúde oral da criança e informar os pais sobre atitudes preventivas, detectar hábitos nocivos (utilização inadequada de biberão, chupeta), e estabelece um programa adequado ao grau de risco de cada paciente. Qual a importância dos primeiros dentes? Os dentes temporários têm várias e importantes funções para o desenvolvimento normal das crianças, tais como: estética, mastigação, manter o espaço para os dentes permanentes, fonética, influência no crescimento dos maxilares, respiração e deglutição. Não devemos esquecer que os últimos dentes a serem substituídos (os molares) não caem antes dos 11-12 anos e devem realizar as suas funções correctamente até então. Devem tratar-se os "dentes de leite"? Os dentes temporários podem ser afectados por cárie tal como os definitivos. As caracteristicas próprias dos primeiros dentes fazem com que, uma vez que se inicia a cárie, esta avance rapidamente e afecta o tecido nervoso do doente mais depressa que nos definitivos. Evitar a dor produzida pela cárie já é suficiente para conservar a saúde dos dentes, e além disso, há que recordar que a cárie é um processo infeccioso e pode afectar a formação dos dentes permanentes, bem como a saúde em geral. Como actuar perante traumatismos? Após um traumatismo dentário é conveniente ir ao dentista pois um tratamento precoce minimiza o risco de complicações posteriores. No caso dos dentes temporários, estes podem afectar directamente a formação dos definitivos (alterando a forma, cor, direcção de erupção, etc...) Nas fracturas dos dentes permanentes deve-se colocar o fragmento em soro fisiológico, leite ou água e consultar um dentista urgentemente; na maioria dos casos pode-se aderir o fragmento ao dente fracturado. Se um dente permanente for acidentalmente removido procure rapidamente um dentista (cada minuto é vital), conservando o dente em soro, leite ou saliva, ou insira o dente cuidadosamente na sua posição inicial. Qual a importância das radiografias? Os modernos métodos e equipamentos actuais asseguram a máxima segurança e qualidade para o diagnóstico e tratamento dos dentes. As radiografias ajudam o dentista a avaliar o desenvolvimento dos dentes e maxilares e detectar possíveis problemas, tais como cáries iniciais ou ocultas, doenças paradontais, abcessos, alterações, da forma dos dentes e/ou do seu desenvolvimento, dentes supranumerários, problemas radiculares, quistos e tumores, bem como controlar tratamentos efectuados em consultas. Pais dentro ou na sala de recepção? A partir dos 3 anos, após a primeira consulta recomenda-se que os pais permaneçam na sala de recepção. Não sinta que com esta regra está a abandonar a criança. Por um lado evita-se que transmitam medo ou ansiedade aos seus filhos, por outro, a comunicação entre profissional e paciente melhora, já que as crianças se mostram muito mais predispostas a ouvir e colaborar quando não têm de dividir a atenção entre responsáveis e dentista. A grande maioria dos pequenos pacientes adquire uma conduta favorável que permite a realização segura e eficiente dos tratamentos. Quando existem dificuldades Utilizam-se métodos complementares como a sedação ou anestesia geral, para poder tratá-los correctamente. A prevenção é eficaz quase a 100% quando iniciada precocemente: • Limpe os dentes e boca da criança pelo menos duas vezes por dia (depois do pequeno almoço e antes de dormir), utilizando as técnicas específicas à idade do seu filho indicadas pelo dentista e/ou higienista oral. • Não permita a utilização passiva do biberão enquanto a criança dorme - risco de cáries da primeira infância. Segure o biberão durante as refeições para que a criança aprenda que os pais o controlam. • Introduza alimentos semi-sólidos e sólidos na dieta a partir do 1º ano e substitua o biberão pela colher e copo - a mastigação ajuda a um correcto desenvolvimento ósseo e muscular. • A utilização da chupeta deve ser desencorajada após o 1º ano para evitar deformações, e vigiar que não se desenvolvam hábitos de sucção digital (é mais prejudicial chupar o dedo que a chupeta). Nunca utilize adoçantes ou mel na chupeta - risco de cáries da primeira infância, nem cordões à volta do pescoço - risco de estrangulamento. • Evite alimentos com elevado conteúdo de açúcares especialmente entre as refeições. A criança deve ser educada desde a infância a uma alimentação saudável. • Uma correcta oclusão dos dentes temporários facilitar - A mudança fisiológica da posição da língua duma posição mais baixa, deglutição infantil, à sua posição correcta na deglutição madura, em contacto com o paladar. - Uma correcta função respiratória que é fundamental para o desenvolvimento dos terços médio e inferior da cara. • Até aos três anos serão os pais quem devem realizar a higiene oral dos seus filhos. A partir desta idade e à medida que a criança cresce a responsabilidade irá passando para ela, mas sempre sob supervisão dos responsáveis. Só a partir dos 6-8 anos adquirem uma capacidade psicomotora capaz de realizarem uma correcta higiene oral. • Consulte regularmente o seu dentista e/ou higienista oral. Mais vale prevenir do que remediar. Como escovar? • Primeiro, lava a parte de fora dos dentes de cima e de baixo, com a escova inclinada, em movimentos rotativos. • A seguir, escovar a parte de dentro dos dentes de cima e de baixo, com a escova inclinada, em movimentos rotativos. • Depois, pões a escova na vertical e escova a parte de dentro dos dentes, da frente, de baixo e de cima. • Logo de seguida, escova as faces que mastigam, com movimentos para trás e para a frente. • Para acabar, não te esqueças de lavar a língua. • Escova os teus dentes pelo menos 2 vezes ao dia, 1 de manhã outra à noite. • "Depressa e bem não há quem!" Deves demorar pelo menos 2 minutos para que os teus dentes fiquem bem lavados.
Cárie Dentária
Quem é que nunca ouviu falar de cárie
Mas exactamente o que é?
O que é a Cárie Dentária?
É uma doença infecciosa multi-factorial, caracterizada por uma destruição as estruturas dentárias, que origina cavidades e perdas dentárias.
As bactérias que lhe dão origem a aglomeram-se numa película extremamente aderente às superficies dentárias e também ao dorso da língua, formando uma estrutura chamada placa bacteriana.
A velocidade da progressão das lesões é variável e está relacionada com factores genéticos, anatómicos, dietéticos, hábitos familiares e sociais, entre outros.
A cárie dentária pode levar a sérias complicações na boca, como abcessos, ou outras partes do corpo, provocando patologias no coração, rins, articulações e noutros órgãos.
Como surge a cárie dentária
A cárie dentária é uma doença causada pela dissolução ou desmineralização do esmalte dentário, através dos ácidos bucais.
Os ácidos são produzidos pelas bastérias da placa bacteriana, durante a fermentação dos hidratos de carbono, principalmente do açúcar, na cavidade oral.
Contudo, para que a doença se desenvolva, os ataques ácidos devem ser repetidos durante um certo período de tempo.
Mesmo assim, a cárie não é uma consequência inevitável.
A saliva neutraliza gradualmente os ácidos, propiciando desse modo a restituição dos iões de cálcio e de fosfato do meio bucal, contribuindo para o reforço da estrutura do esmalte, ou seja, favorecendo a remineralização.
Consequentemente, a cárie dentária desenvolve-se somente quando a intensidade da desmineralização, durante um período de tempo, excede a da remineralização.
Como se previne a Cárie Dentária?
A prática de uma boa higiene oral, o uso do flúor, a aplicação de salentes de fissuras e uma redução moderada no consumo dos açucares são mididas eficazes para a maioria da população.
Os hábitos de higiene oral incluem uma técnica correcta de escovagem (realizada três vezes ao dia) e o uso de fio dentário/escovilhão após as refeições e principalmente antes de deitar.
O flúor fortalece o esmalte do dente, favorece a remineralização das lesões de cárie iniciais e inibe o metabolismo bacteriano.
O selante de fissuras é um método preventivo que consiste na aplicação de uma resina, com o objectivo de isolar as fissuras dos dentes do seu contacto com o meio ambiente oral, evitando assim o aparecimento das lesões de cárie dentária.
Uma dieta muito rica em açúcar leva geralmente a uma alta incidência de cárie. Devem-se, por isso adoptar as seguintes recomendações:
1. Disciplinar o consumo de alimentos que tenham açúcar (não os ingerir no intervalo das refeições e evitar os mais adesivos).
2. Reduzir a frequência da ingestão de açúcares (de preferência consumilos apenas aos fins de semana).
3. Substituir o açúcar por edulcorantes: xilitol, sorbitol...
4. Dar a conhecer, o mais tarde possível, o sabor doce às crianças.
As bebidas açucaradas, ácidas e/ou gaseficadas, ingeridas no biberão, de maneira prolongada e frequente, podem levar ao aparecimento "cáries de biberão".
Como se tratam as Cáries?
Devemos dar importância ao diagnóstico e tratamento precoce da cárie dentária, pois sabemos que, quanto mais desenvolvido o processo patológico mais complexos e dispendiosos serão os procedimentos restauradores.
As lesões da cárie inicial, geralmente denominadas lesões brancas, quando diagnosticadas precocemente sãofrequentemente controladas com tratamentos à base de flúor.
Quando existe uma cavidade de cárie, é necessário remover todo o tecido contaminado e colocar uma restauração adequada. Se a lesão da cárie for profunda, poderá ser necessário desvitalizar o dente e colocar uma coroa. Por vezes a extracção do dente é indicada, mas a peça dentária deverá ser substítuida por um implante ou por uma prótese dentária.
Como escovar?
• Iniciar a escovagem pelos dentes posteriores (molares), progredindo depois para os dentes da frente (inisivos e caninos). Começar pela superfície externa do dente e só depois passar para a interna.
• Inclinar a escova de forma a que os sues filamentos façam uma ângulo de 45o em relação ao dente. Realizar pequenos movimentos horizontais e circulares, no sentido da gengiva para o dente.
• Escovar os incisivos e caninos colocando a escova na vertical. Deve escovar-se de forma completa um maxilar de cada vez, sem esquecer nenhuma das superfícies do dente.
• Terminar com a escovagem das superfícies que mastigam (oclusais), com movimentos de vai e vem. Duração média de uma escovagem deve ser entre 2 a 3 minutos.
• Para completar a higiene, os espaços interdentários devem ser higienizados com fita dentária. Se estes espaços forem maiores ou se for portador de um aparelho ortodôntico, recomenda-se a utilização de escovilhões interdentários. Existem escovilhões adaptados a cada tipo de espaço.
Fita Dentária
Escovilhões Interdentários
Conselhos para uma boa Higiene Oral
Caspa e Seborreia

Não esconda o seu cabelo, trate-o!
A caspa e a seborreia são sempre inestéticas e socialmente não aceites. Contudo, a solução não passa por esconder o seu cabelo.
Um cabelo bonito, é um cabelo saudável.
Afinal, o que é a caspa?
A caspa é uma inflamação das camadas superfíciais da pele, que provoca descamação no couro cabeludo: quando esta é seca designa-se vulgarmente por caspa; quando é gordurosa, aponta-se um quadro clínico mais grave, conhecido por dermatite seborreica, no qual surgem lesões avermelhadas, ocorrendo também nas sobrancelhs, nas zonas laterais do nariz, nas orelhas e nas costas.
O que causa a caspa e a seborreia?
• Proliferação do Pityrosporum ovale, fungo que vive no couro cabeludo, provocano irritação e descamação;
• Excesso de produção das glândulas sebáceas (couro cabeludo oleoso);
• Distúrbios hormonais ou glandulares;
• Permanentes, alisamentos e colorações em excesso;
• Gravidez;
• Processos alérgicos;
• Instabilidade emocional (ansiedade, depressão, entre outros quadros clínicos);
• Utilização de produtos capilares inadequados;
• Ingestão de gorduras em excesso (especificamente seborreia);
• Falta de óleos e gorduras boas na alimentação (específico na caspa).
Como desenvolver a saúde do seu cabelo!
Cumpra rigorosamente as indicações do seu médico ou farmacêutico.
Pratique uma alimentação saudável
Gorduras "más", "fritos", doces e refrigerantes agridem o organismo, logo também afectam o seu cabelo.
Controle a temperatura
Por vezes mudanças bruscas de temperatura, climas muito secos ou muitos frios podem piorar o quadro clínico. Tenha em atenção também a temperatura do secador do cabelo - não coloque no nível máximo.
Controle o stress
Ansiedade, depressão, cansaço físico e emocional contribuem para a manifestação da dermatite seborreica.
Lave o cabelo após suar
O suor irrita o couro cabeludo e acelera o processo que leva à caspa.
Não coce o couro cabeludo
Ao fazê-lo, só estará a aumentar a descamação da pele.
Enxagúe bem o cabelo
Sempre que pensar que enxaguou bem o cabelo, passe-o novamente por água! Qualque resíduo que fique na raíz é prejudicial para a sua saúde.
Aplique condicionador nas pontas
O contacto do condicionador com a raíz do cabelo poderá aumentar a secreção.
Evite produtos styling
Espumas, géis ou colorações agridem o couro cabeludo, prejudicando o tratamento.
Cirurgia Oral

Que situações requerem esse tipo de cirurgia?
Que recomendações pré-operatórias?
Que cuidados pós-operatórios?
Quais os principais factores pessoais condicionantes?
Infecção/ Desinfecção
As bactérias da boca encontram-se dispersas na saliva, na mucosa das estruturas anatómicas locais (dorso da língua, sulcos gengivais, amígdalas) e aderentes às estruturas rígidas (dentes, implantes dentários, próteses dentárias, aparelhos ortodônticos).
Numa cirugia é importante prevenir a infecção do local operado pela transmissão das bactérias entre os diversos locais, a qual pode ocorrer espontaneamente pela saliva ou pelos meios de higienização (p.ex. fio dentário, escova de dentes).
Que tipo de situações requerem este tipo de cirugia?
A Cirugia Oral inclui um diversificado conjunto de actos cirúrgicos realizados na boca. ENtre outras:
Extracção dentária ("exodontia"), o mais frequente, que pode ter situações simples ou complexas, a saber:
- Exodontia de dentes erupcionados
- Exodontia de dentes não-erupcionados
a) Dentes impactados (os que não completaram a normal erupção, ficando "inclusos" ou "semi-inclusos", no osso).
b) Germectomias (remoção dos dentes ainda no estado inical da sua formação).
Cirugia pré-pretética
Conjunto de técnicas cirúrgicas que preparam a anatomia bucal para a correcta adaptação de uma prótese dentária (removívle ou fixa).
Implantologia
A reabilitação oral com recurso a implantes dentários osteointegrados é um tratamento muito frequente que necessita de uma intervenção cirúrgica inicial para colocação no osso destes implantes.
Remoção de tórus
Um tórus é uma procidência óssea num maxilar (geralmente no palato ou na face da lingual da mandíbula).
Provoca frequente ansiedade (receio de "cancro") pelo que deve tranquilizar-se o doente. Pode interferir com a colocação de uma prótese e ser necessário a sua remoção.
Frenectomia
Correcção cirúrgica da inserção anómala de um freio labial ou lingual que, em crianças, origina dificuldade na fala ou mau posicionamento dentário e, no adulto, pode dificultar a adaptação da prótese dentária.
Biopsia
Colheita de fragmento (biopsia incisional) do tecido lesado ou da totalidade da lesão (biopsia excisional) para diagnóstico anatomopatológico da doença em questão ou confirmação da patalogia sistémica com repercussão oral.
Em alguns casos pode ser feita por aspiração com agulha (biopsia aspirativa).
Quistectomia
A quistectomia é a remoção cirúrgica de um quisto. Os maxilares são sede frequente de quistos, em geral associados a patologia dentária inflamatória crónica, no entanto, existem muitas etiologias possíveis (p.ex. dentes não erupcionados), com significado clínico e evolução diversos que necessitam de exame anatomopatológico (biopsia ou quistectomia), para se obter o diagnóstico definitivo.
Cirugia endondôntica
Tratamento cirúrgico de patologia envolvendo a remoção da região apical da raiz de um dente ("apicectomia") no qual o tratamento endondôntico não foi eficaz, mantendo-se as queixas por existir um quisto radicular.
Complicações
As intervenções da cirúrgia oral apesar de serem, em geral, seguras, podem ter complicações gerais, como qualquer outro acto cirúrgico (p.ex. infecções, hemorrogias). No entanto, ao nível da boca existem complicações, em particular a deficiente higiene oral e eventuais hábitos tabágicos e alcoólicos. O não cumprimento por parte do doente, das medidas profilácticas/ terapêuticas pré- e pós-operatórias recomendadas, são também um factor de risco importante.
A presença de diversas doenças ou condições necessita de ser referenciada pelo potencial acréscimo das complicações.
Entre as mais frequentes contam-se os diabetes mellitus, a hipertensão arterial, as alterações da coagulação (por toma de anticoagulantes ou anti-agregantes plaquetares) e as alterações da imunidade.
O doente deve informar o médico de qualquer outra doença de que sofra (p.ex. doenças endócrinas, cardíacas, neurológicas, renais, infecciosas).
Constituem grupos de particular atenção:
- doentes transplantados (p. ex. rim, fígado, coração);
- doentes submetidos anteriormente a radioterapia da área da cabeça e do pescoço ou a quimioterapia;
- doentes medicados com bifosfonatos, utilizados em tratamento de doença oncológica (via endovenosa) ou no tratamento da osteoporose (via oral).
A observação do doente alguns dias depois da operação permite avaliar a evolução da cicatrização e identificar alguma eventual complicação.
Para além disso, se surgir qualquer sintoma ou sinal inesperado o doente deve contactar o cirugião (p.ex. dor prolongada ou que surja após alguns dias; tumefacção local com dificuldade da abertura da boca ou na mastigação e deglutição; febre).
Recomendações pós-operatórias
O edema da face, adjacente à região operada, aumenta durante as primeiras 48 horas, diminuindo em seguida.
A aplicação de gelo, por períodos de 20 minutos alternados com pausas semelhantes, durante as primeiras 24 a 48 horas permite, em geral, o controlo do edema, da dor e reduz o risco de hemorrogia e de infecção.
A prescrição de analgésicos permite, quase sempre, o controlo da dor pós-operatória considerada como normal.
A medicação de antibióticos é frequentemente usada para prevenir ou tratar uma infecção.
A desinfecção da boca é recomendável com bochechos de clorohexidina (no primeiro dia lavar sem bochechar), e aplicação tópica de gel.
A dieta líquida e fria e gelados está indicada nas primeiras 24 a 48 horas. A alimentação vai sendo adaptada de acordo com o aconselhamento médico e a tolerância individual, passando em geral, por uma dieta mole antes de normalizar.
O repouso em situações mais complexas, deve ser incentivado nas primeiras 24 a 48 horas, sendo recomendável adoptar uma posição semissentada.
O hábito de fumar deve ser interrompido, pelo menos durante a primeira semana pós-operatória, pelo risco de retardamento da cicatrização e aumento do risco de complicações pós-operatórias, como hemorregias e as infecções.
Os esforços associados a determinadas actividades devem ser restringidas (p.ex. profissionai ou físicas, como a desportiva ou tocar instrumentos músicais de sopro).
As viagens de avião, poderão apresentar em alguns casos certos problemas, devendo o doente aconselhar-se convenientemente com o cirugião sobre a situação específica.
Como escovar?
• Iniciar a escovagem pelos dentes posteriores (molares), progredindo depois para os dentes da frente (inisivos e caninos). Começar pela superfície externa do dente e só depois passar para a interna.
• Inclinar a escova de forma a que os sues filamentos façam uma ângulo de 45o em relação ao dente. Realizar pequenos movimentos horizontais e circulares, no sentido da gengiva para o dente.
• Escovar os incisivos e caninos colocando a escova na vertical. Deve escovar-se de forma completa um maxilar de cada vez, sem esquecer nenhuma das superfícies do dente.
• Terminar com a escovagem das superfícies que mastigam (oclusais), com movimentos de vai e vem. Duração média de uma escovagem deve ser entre 2 a 3 minutos.
• Para completar a higiene, os espaços interdentários devem ser higienizados com fita dentária. Se estes espaços forem maiores ou se for portador de um aparelho ortodôntico, recomenda-se a utilização de escovilhões interdentários. Existem escovilhões adaptados a cada tipo de espaço.
Fita Dentária
• Retire uma porção da fita (cerca de 25 cm). Enrole a fita nos 2 dedos médios.
Faça deslizar a fita entre os dentes até à gengiva.
Os movimentos devem ser perpendiculares ao maxilar e efectuados em todos os espaços interdentários.
Utilizar uma parte limpa da fita para cada espaço.
Escovilhões Interdentários
• Coloque o escovilhão perpendicularmente ao espaço interdentário, ou entre o aparelho e os dentes.
Escove cuidadosamente as zonas necessárias e depois enxague o escovilhão em água corrente.
Conselhos para uma boa Higiene Oral
• Escove os seus dentes 2 a 3 vezes por dia durante, pelo menos, 2 minutos.
• Limpe também os espaços entre os dentes com fita ou fio dentário e/ou escovilhões, de acordo com as ténicas recomendadas.
• Escolha uma escova de dentes adaptada e não se esqueça de a subtituir de 3 em 3 meses (no máximo).
• Faça uma alimentação saudável e equilibrada, evitando consumir doces entre refeições e, se o fizer, escove os dentes logo de seguida.
• Assegure um fornecimento regular de flúor aos seus dentes através da utilização de um dentífrico com flúor.
• Para completar a sua higiene oral diária, pode bochechar com um colutório com flúor.
• Não fume.
• Consulte o seu dentista ou higienista oral regularmente, de 6 em 6 meses, ou de acordo com a suas necessidades.
Implantes Dentários

1. O que são implantes dentários?
2. Coloquei implantes dentários. E agora?
3. Como higienizar os meus implantes?
O que são implantes dentários?
O implante é um sistema fixo instalado no osso alveloar remanescente, com o objectivo de reproduzir a função de uma ou mais raizes dentárias que foram perdidas.
O implante em si não é um dente artificial completo, mas sim uma raíz sobre a qual será construída uma prótese dentária (uma coroa ou uma ponte), com alicerce baseado por um ou mais implantes.
Como se colocam os implantes dentários?
O protocolo de reabilitação de um ou mais dentes com implantes envolve duas etapas distintas: a etapa cirúrgica, onde estão instalados os implantes e a segunda etapa protética, da elaboração e colocação da prótese sobre o implante ou implantes.
De que são feitos os implantes?
Os implantes são feitos de materiais (normalmente titânio) que não induzem rejeição ou reacção indesejável no corpo humano, ou seja, são biocompatíveis.
Como funcionam?
Quando colocados no osso haverá um processo de osseointegração que o fixará ao osso no espaço de alguns meses. Durante esta etapa, o paciente poderá utilizar uma prótese privisória, fixa ou removível e fazer um controlo da placa bacteriana eficaz.
Finalizando o período de osseointegração, poderá iniciar-se a fase de confecção da prótese dentária fixa que funcionará à semelhança dum dente natural.
Em condições especiais, esse período de osseointegração do implante pode ser feito já com prótese fixa provisória suportada pelo implante (função imediata).
Quem pode ser candidato à colocação de um implante dentário?
Todas as pessoas podem ser candidatas a colocar implantes dentários, desde que tenham osso suficiente para a colocação de um implante dentário existem diversos procedimentos para contornar esse problema.
Os pacientes fumadores são considerados pacientes de risco para a colocação de implantes (sobretudo se fumam mais de 10 cigarros/dia - grande fumador), embora não os contra-indiquem. O tabaco afecta a cicatrização do osso e da gengiva pelo que podem ser esperadas mais complicações nestes pacientes, com maior taxa de de infecções pós-cirurgicas e cicatrizações mais demoradas.
Também a taxa de sucesso da osteointegração dos implantes é cerca de 10% inferior à dos pacientes grandes fumadores. A perda óssea em redor do implante, ao longo do tempo pode ser, também mais acentuada neste mesmo grupo de pacientes.
A manutenção
Os implantes necessitam de cuidados, tal qual dispensamos aos dentes naturais.
A participação é muito importante durante toda a duração do tratamento seguindo as devidas recomendações do profissional.
Após conclusão da fase protética é necessário que o paciente esteja motivado para o controlo e manutenção do implante que agora passará a fazer parte da sua vida normal.
A sobrevida eficiente e saudável do implante depende também dos cuidados por parte do paciente:
• Uma correcta higiene bucal;
• Visita semestral ou segundo a indicação do profissional para acompanhamento do(s) implante(s).
O tratamento com implantes bem realizado desde o seu planeamento inicial e tendo a cooperação do paciente durante e após a sua conclusão, oferece um alto índice de sucesso.
Este tipo de tratamento proporciona uma significativa melhoria na qualidade de vida dos pacientes que tenham perdido um, muitos ou todos os dentes, e é actualmente, uma extraordinária possibilidade de reabilitação oral.
A duração do implante
Muita gente pergunta sobre o tempo previsto para que um implante permaneça na sua função - Quanto tempo dura? Os implantes actuais são contítuidos por materiais muito resistentes (titanio) e desenhados para suportar as cargas de mastigação, quando bem distríbuidas, por muitos e muitos anos.
A maior parte das complicações ao longo do tempo, quando ocorrem, são falhas do próprio organismo e aparecem em redor do osso que suporta os implantes (peri-implantite), podendo resultar na perda do implante/prótese.
Esta situação pode ser causada pelas seguintes razões:
• Sobrecarga mastigatória sobre o implante;
• Mau controlo de higiene oral por parte do paciente no que respeita ao(s) implante(s) e dentes vizinhos.
Conselhos para a higiene oral dos implantes
Cuidados pelo paciente: A escovagem diária e a utilização de fio são absolutamente essenciais para o sucesso a longo prazo dos implantes dentários. Ha uma série de outros produtos que poderão estar indicados e o profissional de saúde estabelecerá um regime de higiene oral específico para cada paciente.
Escovagem: O médico dentista ou higienista oral poderão recomendar o uso de uma escova manual ou eléctrica e para cada caso, farão uma revisão das técnicas de escovagem adequadas para a limpeza eficaz da área onde os implantes estão colocados.
Sistemas de irrigação: Os sistemas de irrigação são eficazes a remover resíduos alimentares e na redução da acumulacão de placa dentária ao redor de implantes dentários. O médico dentista pode indicar o seu uso conjuntamente com alguma solução irrigadora.
Fio dentário: O uso diário do fio ou fita dentária é essencial. A sua passagem correcta ajudará a remover placa bascteriana em redor dos implantes dentários, por baixo de pontes fixas e barras. O médico dentista poderá indicar o uso de algum fio específico.
Escovilhões interdentários Estas pequenas escovas interdentárias, também chamados "escovilhões", são especialmente desenhados para limpar entre os dentes e os implantes. Não substituem a escovagem normal mas ajudam muito na higiene de espaços interdentários aumentados.
Visitas dentárias: Está recomendado que o paciente com implantes visite o médico dentistas ou higienista oral cada 3-6 meses, podendo ser desenhado um protocolo de controlo ajustado a cada paciente.
Como escovar?
• Iniciar a escovagem pelos dentes posteriores (molares), progredindo depois para os dentes da frente (inisivos e caninos). Começar pela superfície externa do dente e só depois passar para a interna.
• Inclinar a escova de forma a que os sues filamentos façam uma ângulo de 45o em relação ao dente. Realizar pequenos movimentos horizontais e circulares, no sentido da gengiva para o dente.
• Escovar os incisivos e caninos colocando a escova na vertical. Deve escovar-se de forma completa um maxilar de cada vez, sem esquecer nenhuma das superfícies do dente.
• Terminar com a escovagem das superfícies que mastigam (oclusais), com movimentos de vai e vem. Duração média de uma escovagem deve ser entre 2 a 3 minutos.
• Para completar a higiene, os espaços interdentários devem ser higienizados com fita dentária. Se estes espaços forem maiores ou se for portador de um aparelho ortodôntico, recomenda-se a utilização de escovilhões interdentários. Existem escovilhões adaptados a cada tipo de espaço.
Conselhos para uma boa Higiene Oral
• Escove os seus dentes 2 a 3 vezes por dia durante, pelo menos, 2 minutos.
• Limpe também os espaços entre os dentes com fita ou fio dentário e/ou escovilhões, de acordo com as ténicas recomendadas.
• Escolha uma escova de dentes adaptada e não se esqueça de a subtituir de 3 em 3 meses (no máximo).
• Faça uma alimentação saudável e equilibrada, evitando consumir doces entre refeições e, se o fizer, escove os dentes logo de seguida.
• Assegure um fornecimento regular de flúor aos seus dentes através da utilização de um dentífrico com flúor.
• Para completar a sua higiene oral diária, pode bochechar com um colutório com flúor.
• Não fume.
• Consulte o seu dentista ou higienista oral regularmente, de 6 em 6 meses, ou de acordo com a suas necessidades.
Saúde Oral na terceira idade

Quais os problemas de Saúde Oral mais frequentes na Terceira Idade?
Com o passar dos anos, vão-se manifestando alguns problemas na Saúde Oral, enquanto outros ganham uma dimensão diferente ou aspectos específicos.
Na Terceira Idade, os problemas de Saúde Oral mais frequentes podem estar relaccioandos com:
Os dentes
As gengivas e o peridonto
As próteses dentárias
A patologia oral
Problemas com os dentes
Generalidades
Os dentes podem ser destruídos por bactérias da placa bacteriana- pasta que se forma a partir da saliva, constítuida por bactérias e que aderes aos dentes.
Estas bactérias produzem ácidos que podem levar à destruição do esmalte dentário e à formação de cáries.
A placa bacteriana pode ser controlada através de:
Problema mais específico na Terceira Idade
Ao longo dos anos, muitas vezes os dentes ficam com uma pequena parte da raiz (junto à gengiva) exposta - dente "descarnado". Como as raízes não estão cobertas de esmalte, esta zona que fica a descoberto dá mais sensibilidade e permite o aparecimento de cáries radiculares com mais facilidade.
Prevenção
• Controlo da Placa Bacteriana
• Evitar a escovagem horizontal
• Não usar escovas duras e pastas dentríficas abrasivas
• Aplicar flúor localmente
Tratamento
O seu dentista pode ajudá-lo no tratamento restaurador destas lesões. Pode ser útil usar produtos dessensibilizantes para diminuir a sensibilidade muitas vezes associada a estas situações.
Problemas com gengivas e peridonto
Generalidades
A placa bacteriana também é a principal responsável pelas doenças das gengivas e peridonto - tecidos de suporte dos dentes.
A doença peridontal, habitualmente, caracteriza-se por 3 fases: gengivite, peridontite ,peridontite avançada.
Os sinais de peridontite são muitas vezes imperceptíveis, o que conduz á evolução da doença sem nos apercebermos disso.
Principais sinais de perigo:
• Gengivas "inchadas";
• Gengivas "descoladas" dos dentes;
• Mau hálito
• Dentes que "abanam" ou que mudaram de posição
• saída de pus entre o dente e a gengiva.
Peridontite na Terceira Idade
Se não actuarmos na prevenção da peridontite, é normal que esta doença se venha a manifestar de forma mais agressiva na terceira idade, pois o passar dos anos só agrava a situação. É então que se sentem os dentes a abanar e, nos casos mais graves, os dentes podem até "cair".
Prevenção
Controlo da placa bacteriana.
Tratamento
O seu dentista pode ajudá-lo no tratamento de peridontite. Pode ser útil usar produtos apropriados para esta doença.
Problemas com as próteses dentárias
Generalidades
A falta de um ou mais dentes pode afectar a mastigação, a fala e mesmo a estética do individuo. Para além disso, é frequente haver alterações nas posições dos dentes restantes junto ao espaço desdentado, causando desiquilibrio funcional e maiores dificuldades no controlo da placa bacteriana.
Quando se perdem dentes há várias formas de os substituir e de proceder à reabilitação oral. Pode-se recorrer a:
• Prótese removível
• Prótese fixa
• Implantes
Qualquer uma destas formas de reabilitação tem como incoveniente o proporcionar a acumulação da placa bacteriana, o que pode ser perjudicial para os restantes dentes, pois é mais fácil desenvolver-se cáries e doenças peridontais.
Assim, para que estes problemas não surjam é fundamental:
• Manter uma boa higiene oral.
• Manter uma boa higiene da prótese.
• Fazer consultas de manutenção periódicas com o seu dentista.
Problemas de patologia oral
Com o avançar da idade e, muitas vezes, também o fruto de alguns medicamentos ou próteses dentárias que são utilizados, surgem situações de desconforto ou mesmo dolorosas na cavidade oral que diminuem consideravelmente o bem-estar e a qualidade de vida do indivíduo. As situações mais frequentes são:
1. Boca Seca
A sensação de "boca seca" está muitas vezes relaccionada com determinados medicamentos ou outras situações que levam á diminuição da quantidade de saliva. Entre muitas outras funções, a saliva serve de "lubrificante" da cavidade oral e, por isso, quando está diminuida pode causar algum mal estar, sobretudo a quem usa uma prótese dentária removível.
Se sentir este problema deve consultar o seu médico dentista, pois ele poderá ajudá-lo.
2. Boca "ardente" ou "queimada"
Há pessoas que s queixam duma sensação permanente de ardor e queimadura na boca, geralmente não localizada e que afecta muito a sua qualidade de vida. A maior parte das vezes estes sintomas aparecem em senhoras com mais de 50 anos e alternam períodos mais mais agravados com outros mais calmos. Apesar de não se conhecer forma de curar essas situações, elas podem ser atenuadas. Por isso, se tiver estes sintomas, procure o seu médico dentista.
3. Patologia associada ao uso de próteses dentárias
O uso de próteses dentárias, em particular as próteses removíveis, pode desencandear determinadas situações patológicas, que devem ser tratadas. Se sentir alguma anomalia não hesite em contactar o seu médico dentista.
Contudo, como muitas destas situações não são dolorosas nem facilmente visiveís, não se esqueça de fazer regularmente consultas de manutenção para poder resolver atempadamente algum problema que surja e prevenir outros antes que apareçam. Destas consultas de revisão depende a manutenção da saúde da cavidade oral e da sua saúde em geral.
Como escovar?
•· Iniciar a escovagem pelos dentes posteriores (molares), progredindo depois para os dentes da frente (inisivos e caninos). Começar pela superfície externa do dente e só depois passar para a interna.
•Inclinar a escova de forma a que os sues filamentos façam uma ângulo de 45o em relação ao dente. Realizar pequenos movimentos horizontais e circulares, no sentido da gengiva para o dente.
• Escovar os incisivos e caninos colocando a escova na vertical. Deve escovar-se de forma completa um maxilar de cada vez, sem esquecer nenhuma das superfícies do dente.
• Terminar com a escovagem das superfícies que mastigam (oclusais), com movimentos de vai e vem. Duração média de uma escovagem deve ser entre 2 a 3 minutos.
• Para completar a higiene, os espaços interdentários devem ser higienizados com fita dentária. Se estes espaços forem maiores ou se for portador de um aparelho ortodôntico, recomenda-se a utilização de escovilhões interdentários. Existem escovilhões adaptados a cada tipo de espaço.
Fita Dentária
Escovilhões Interdentários
Cuidados a ter com a prótese
Conselhos para uma boa Higiene Oral
• Escove os seus dentes 2 a 3 vezes por dia durante, pelo menos, 2 minutos.
• Limpe também os espaços entre os dentes com fita ou fio dentário e/ou escovilhões, de acordo com as ténicas recomendadas.
• Escolha uma escova de dentes adaptada e não se esqueça de a subtituir de 3 em 3 meses (no máximo).
• Faça uma alimentação saudável e equilibrada, evitando consumir doces entre refeições e, se o fizer, escove os dentes logo de seguida.
• Assegure um fornecimento regular de flúor aos seus dentes através da utilização de um dentífrico com flúor.
• Para completar a sua higiene oral diária, pode bochechar com um colutório com flúor.
• Não fume.
Consulte o seu dentista ou higienista oral regularmente, de 6 em 6 meses, ou de acordo com a suas necessidades.

O uso de esfoliante é muito útil pois ajuda a remover as células mortas à superfície da pele, deve ser realizado uma vez por mês (período natural de renovação celular), deve aplicar-se com a pele húmida em movimentos circulares, os joelhos, cotovelos e calcanhares devem ter especial atenção (pele mais seca e dura), as manchas, sinais e varizes devem ser evitados, a pele da cara deve ser esfoliada com produto próprio (é mais sensível), o esfoliante é removido com água e a pele deve ser seca com toalha de algodão em leves toques. A esfoliação é desaconselhada imediatamente à exposição solar.
Artrite Reumatóide

O que é a artrite reumatóide?
A artrite reumatóide (AR) é uma doença reumática crónica, sem cura e que resulta da inflamação da membrana que reveste o interior das articulações. Esta inflamação causa dor, inchaço e deformação que, ao longo do tempo, acaba por levar à destruição irreversível das articulações.
As características da Artrite Reumatóide são:
Como sei se terei artrite reumatóide?
Se tiver um dos seguintes:
Teste da Compressão
Apertar uma mão ou um pé imprimindo uma força de cerca de 4kg (comparável à força necessária para fazer com que uma unha, quando apertada fique branca).
Deve procurar quanto antes o seu médico de família.
Este avaliará melhor as suas queixas e, se o entender, encaminhá-lo-á para uma consulta de Reumatologia.
Intolerâncias Alimentares

Digestões (Im)Possíveis
Alergia ou intolerância?
A sensibilidade do aparelho digestivo pode apresentar duas faces: alergia ou intolerância alimentar. À primeira vista confundem-se, mas na verdade são diferentes e importa saber distingui-las para lidar correctamente com cada uma delas:
• A alergia consiste na resposta do sistema imunitário a uma substância - neste caso, um componente de um alimento - à qual reage como se fosse inimiga, criando um sistema de defesas para a combater. Ovo, leite, mariscos e amendoins são responsáveis pelas principais alergias alimentares. A reacção alérgica surge, habitualmente, numa segunda ingestão e manifesta-se com sintomas respiratórios, digestivos e cutâneos. Nas situações mais graves, pode pôr a vida em perigo.
• A intolerância surge quando o aparelho digestivo não é capaz de digerir ou assimilar o alimento ingerido. Os sintomas são imediatos e incómodos.
Diferentes Causas, sintomas semelhantes
Mais comuns do que as alergias, as intolerâncias alimentares causam perturbações ao normal funcionamento do aparelho digestivo. É frequente surgir:
- Diarreia,
- Flatulência (gases no intestino);
- Cólicas
- Distensão abdominal (barriga inchada);
- Vómitos;
- Dores de cabeça;
- Anemia;
- Perda de peso
Muitas vezes estes sintomas surgem apenas quando o alimento "proibido" é ingerido frequentemente ou em grandes porções.
São vário os alimentos ou componentes alimentares. Os mais comuns são:
- Lactose (açúcar presente no leite e seus derivados).
- Glúten (proteína presente em alguns cereais - trigo, centeio e cevada).
- Aditivos alimentares - corantes, conservantes e intensificadores se sabor ( tartrazina, sulfitos e metabissulfitos, benzoatos e glutamato).
- Substâncias naturais - xantinas e salicilatos (existente em vegetais e frutas, no café, sumos, cerveja).
- Vinho (sobretudo tinto), queijo e chocolate.
A lactose é responsável pela intolerância mais comum: o que acontece é que o sistema digestivo não possui a enzima lactase (ou está em pequena quantidade), necessária para a digestão e absorção do açúcar do leite. Isto significa que uma pessoa com intolerância lactose pode beber um pouco de leite, mas não vários copos seguidos.
Diferente é a causa da intolerância ao glúten, que dá pelo nome de doença auto-imune, o que significa que significa que a presença daquela proteína dos cereais faz com que o organismo reaja contra os seus próprios tecidos, provocado sintomas específicos.
Diz-me o que comes...
Descobrir uma intolerância alimentar faz-se por "tentativa e erro": estabelece-se um registo dos alimentos ingeridos e vão-se eliminado até se identificar o que causa os sintomas.
Só para a intolerância à lactose existe um teste apropriado para o diagnóstico. O "tratamento" mais eficaz consiste em evitar o leite. Podem ser de alguma utilidade os suplementos enzimáticos, sob a forma de cápsulas, que fornecem ao organismo a lactase necessária para digerir o açúcar do leite e que devem ser tomados em conjunto com os produtos lácteos. Existe também leite com lactase, o que dispensa os suplementos.
Quanto às restantes intolerâncias, a solução passa por prevenir os sintomas, adoptado alguns cuidados:
- Conheça as substâncias a que é intolerante;
- Evite ou limite a sua ingestão;
- Leia atentamente os rótulos;
- Informe-se sobre os ingredientes sempre que fizer uma refeição fora de casa;
- Informe familiares e amigos;
- Se tem um filho com intolerância, comunique à escola a quem cuida da criança.
Tratar e Prevenir Prisão de Ventre
A cada um do seu ritmo, mas...
Quando se trata de movimentos intestinais cada pessoa tem o seu ritmo - tanto pode ser duas ou três vezes por dia como três vezes por semana.
Mas há um limite - evacuar menos de três vezes por semana é sinal de obstipação, sobretudo se exigir um esforço significativo. O desconforto abdominal é comum.
Assim acontece quando o intestino produz resíduos mais sólidos do que o habitual, ou quando as contracções musculares são insuficientes para fazer deslocar as fezes. E quanto mais difícil se torna a sua explosão.
Usar sem abusar
Por vezes, pode ser necessário recorrer a laxantes. Mas devem ser a excepção e sempre com o aconselhamento do farmacêutico, porque:
Fibras, líquidos e exercício
Há que mudar o estilo de vida para controlar e prevenir a obstipação:
A culpa não é do biberão

Chama-se cárie do biberão, mas a culpa não é do biberão - é do seu conteúdo. O biberão não causa danos aos dentes, mas quando o seu conteúdo - mesmo que seja leite - permanece na boca da criança sem ser engolido acaba por favorecer o desenvolvimento de bactérias e abrir caminho as cáries.
É um risco que está associado ao hábito de dar um último biberão - com leite ou um sumo de fruta - à criança quando ela já está deitada. Apesar de adormecida, a criança mantém a capacidade de sucção - por reflexo - e o bebe o que lhe é oferecido. Contudo, há sempre uma porção de líquido que não é engolida e acaba por ficar retida na boca: aí fica em contacto com os dentes e os ácidos produzidos pelas bactérias entram em acção. Se esta situação se repetir muitas vezes, os dentes acabam por sofrer danos. É a chamada cárie do biberão.
Os primeiros cuidados de higiene oral são, naturalmente, praticados pelos pais - afinal, está em causa um bebé... Mas a partir dos dois anos a criança já pode ser envolvida, deve mesmo ser estimulada a fazer a sua própria higiene. E tornar este hábito diário num momento de brincadeira ajuda: os modelos de escova são cada vez mais atraentes e os dentífricos têm sabor a tudo, desde fruta a pastilha elástica.
As primeiras vezes devem ser acompanhadas por um adulto, até como forma de dar exemplo. Mas aos cinco, seis anos as crianças já estão em condições de serem autónomas nesta tarefa e a isso devem ser incentivadas. Afinal, é de pequenino que se zela pela saúde oral.
Definitivos à espera
Uma adequada saúde oral permite que os dentes de leite cheguem intactos até ao momento de serem substituídos. O que começa a acontecer, mais mês, menos mês, por volta dos seis anos, altura em que cai o primeiro dente.
Este é o outro marco na vida da criança, pois geralmente coincide com a entrada na escola. Um olhar sobre o recreio do primeiro ano do primeiro ciclo mostra decerto muitos sorrisos desdentados...
Se não houver qualquer problema com a saúde oral, os dentes de leite caem pela mesma ordem em que romperam. Os incisivos centrais vão, pois, à frente. E isto acontece porque os definitivos também nascem por essa ordem. Quando começam a pressionar a gengiva, a raiz do doente de leite vai-se dissolvendo e ele perde a sustentação: isso significa que o dente definitivo está pronto a nascer, pelo que o de leite cai.
São 32 os dentes definitivos que se vão alinhando ao longo dos 15 anos seguintes, estando a dentição completa com os chamados sisos ou terceiros molares: nalgumas pessoas nunca chegam, porém, a romper, por falta de espaço, podendo ser, ou não, necessário removê-los (depende do incómodo que causa).
Cuidar dos dentes - praticando uma boa higiene oral e fazendo consultas regulares no dentista - é importante desde a primeira hora. É com eles que cortamos e mastigamos os alimentos, mas o seu papel é muito mais do que mecânico - é que os dentes também estão envolvidos na articulação dos sons, tendo pois uma palavra a dizer no modo como comunicamos.
Verão, dietas & bom senso
Com o Verão à porta há uma preocupação que assalta muitos de nós: a "linha". Daí à tentação de entrar em dietas radicais ou ir atrás de fórmulas "milagrosas" pode ser um passo. Mas na verdade é que se leva mais tempo a perder do que a ganhar peso e a única receita que funciona é uma alimentação equilibrada com exercício físico.
É natural que haja sede de Verão, sobretudo depois de meses em que o frio não deu tréguas e a chuva parecia ter vindo para ficar. É muito natural que desperte a vontade de libertar o corpo das roupas que desperte a vontade de libertar o corpo das roupas que o resguardaram nesses meses. Mas, muitas vezes, essa é uma que esbarra na imagem que o espelho devolve, uma imagem de contornos menos delineados, a fazer doer na consciência todos os excessos ou, pelo menos, a negligência q que o corpo foi votado.
É uma espécie de satisfação sazonal que, tradicionalmente, parecia afectar apenas as mulheres mas que, sabe-se, também "ataca" os homens, cada vez mais preocupados com a aparência física. É essa insatisfação que alimenta a busca de por soluções ao mesmo tempo rápidas e eficazes, verdadeiras fórmulas mágicas que devolvam a silhueta perdida.
Pelo caminho são muitas as promessas - desde perder peso em três tempos, conquistar um ventre liso em menos de nada e desfazer a celulite num piscar de olhos... Promessas em que é fácil acreditar, enveredando numa aventura que, mesmo que não cause problemas para a saúde, causa decepção: afinal, será possível perder, às portas da praia, as calorias amealhadas ao logo do ano inteiro?
Naturalmente que é legítimo sonhar com a silhueta "perfeita". E até é um sonho concretizável se for realista - realista nos objectivos e nos passos a dar para os alcançar. Existem formas saudáveis de fazer dieta, mas não nas vésperas do Verão: com tempo e aconselhamento profissional, de um médico nutricionista ou beneficiado do Serviço de Nutrição das Farmácias Portuguesas - informe-se.
Não basta querer perder peso, é importante que a estratégia delineada respeite a idade, a estrutura, a estrutura anatómica e até o estilo de vida da pessoa. E que seja uma estratégia a prazo, para que o controlo do peso perdure depois do Verão. Só assim os resultados serão duradouros, caso contrário - com dietas drásticas e muito restritas - perdem-se quilos mas eles voltam à primeira oportunidade: é o tão famoso efeito iô-iô.
Em vez de milagres, moderação e paciência
Muitas das propostas que se multiplicam nesta altura do ano propõem cortes em determinados alimentos, mas na verdade não há alimentos proibidos e, além do mais, todos eles fazem falta. Emagrecer passa, sim, por consumi-los com moderação.
É claro que é preciso fazer algumas restrições - nas calorias está claro. Mas progressivamente e ao mesmo tempo que se alteram alguns hábitos: as três refeições diárias devem ser repartidas em seis a oito, mais pequenas, de cada vez devem comer-se pequenas quantidades, não estando muito tempo em jejum. Uma peça de fruta, por exemplo, ajuda a saciar o estômago, com a vantagem de não ser calórica...
Outra regra de ouro é comer com calma. Mastigar bem cada dentada, saboreando os alimentos, sem pressa de os tirar para o estômago. E só quando eles lá chegarem deve ser levada à boca a dose seguinte. Para não correr o risco de comer demais: é que existe um intervalo de tempo razoável entre o momento em que o cérebro recebe essa informação; durante esse tempo ainda não nos sentimos saciados e vamos comendo, até que, quando o cérebro nos dá ordem para parar, o mais provável é já termos abusado.
Outra regra de ouro é comer apenas pelas razões certas: nada de comer apenas porque "está na hora" e muito menos sob a influência do estado de espírito - quando se está triste ou ansioso deve fugir-se dos alimentos...
Uma boa amiga das dietas é a água: litro e meio a dois litros por dia, um copo ou dois antes de cada refeição (para enganar a fome nem que seja por pouco tempo). A água tem grande vantagem de não ter calorias, além de contribuir para hidratar o corpo e eliminar toxinas.
Para optimizar os resultados, não há dieta que dispense exercício físico, Não se trata da prática desenfreada de desporto, desaconselhada num copo habituado a uma vida sedentária. Trata-se, sim, de escolher uma actividade que permita queimar calorias, sem estimular o apetite mas também sem exigir um esforço desgastante. Caminhar, andar de bicicleta - o importante é pôr o corpo a mexer, para que gradualmente o músculo ocupe o lugar das gorduras indesejadas. Com outras vantagens: o corpo ganha flexibilidade e resistência. Em suma, ganha em saúde.
Perder peso não é um combate ganho à partida. É um combate que se ganha após batalha. Com esforço e paciência, proporcionará um corpo mais forte e saudável. E digno de desfilar em qualquer praia, se esse for um dos objectivos. Este Verão e nos próximos. Porque este combate se ganha também nos bastidores: isto é, impedindo o regresso dos quilos perdidos.
Suplementos, sim ou não?
Muitos dos produtos concebidos para ajudar a perder enquadram-se na categoria de suplementos alimentares. Uns são adelgaçantes, outros dirigem-se mais ao combate á celulite, há os que promovem a eliminação de líquidos (são diuréticos) e os que têm propriedades digestivas.
De acordo com o modo de funcionamento no organismo, há suplementos que aceleram o processo de transformação das gorduras e dos hidratos de carbono, com isso favorecendo a eliminação do tecido gordo, e há suplementos que actuam sobre a digestão e o apetite.
São estes últimos os mais procurados nesta altura, apresentando na sua composição substâncias naturais como o chá verde, a papaia, o ananás, o guaraná e o ácido linoleico conjugado (CLA): todas elas promovem o desgaste de calorias e combatem a retenção de líquidos.
Apesar de feitas à base de matérias-primas naturais, isso não significa que sejam 100% seguros e que possam ser tomados por qualquer pessoa em todas as circunstâncias. Tal como os medicamentos implicam sempre riscos, podendo provocar efeitos secundários.
O que é importante é que é que sejam tomados com a intervenção de um profissional de saúde: o farmacêutico está habilitado a aconselhar sobre os diversos produtos, nomeadamente no que respeita à possibilidade de interacção com medicamentos que esteja a tomar.
Igualmente importante importante é que os suplementos sejam encarados não como uma solução milagrosa, mas como aquilo que são de facto: suplementos ou complementos de uma alimentação saudável.
Dengue

Quando as férias ficam estragadas
A Dengue é uma doença infecciosa que regista 50 a 100 milhões de casos por ano, causando por um vírus que é transmitido ao Homem através da picada de mosquitos do género Aedes, que, ao contrário de outros mosquitos, picam de dia.
A doença e o seu transmissor encontram-se presentes em regiões tropicais e subtropicais, quentes e húmidas, como a América do Sul, África, Sueste Asiático, Índia, Polinésia, Micronésia e Austrália. Porém para os portugueses, devido aos hábitos de ferias adquiridos, no Brasil é, sob este ponto de vista, o local mais importante.
A Dengue é uma doença que na grande maioria das vezes não põem a vida das pessoas em risco. O seu início é abrupto, com febre alta (38-40oC), dores de cabeça, dores intensas nos músculos e nas articulações e por vezes vómitos e pequenas hemorragias no nariz e nas gengivas. Porém, num número reduzido de casos a doença adquire uma expressão muito grave que pode levar à morte, por encefalite (infecção do cérebro), ou hemorragias e choque (Dengue hemorrágico).
A evolução favorável resolvendo-se em alguns dias. Todavia, a convalescença pode ser mais demorada com a debilidade e o cansaço a prolongarem-se por vários meses.
Como não vacina nem tratamento específico, a luta contra a doença identifica-se com a luta contra o mosquito. Se se erradicar o mosquitos erradicar-se a doença
Aos resistentes das áreas endémicas pede-se que nunca deixem expostos recipientes contendo água, afim de se dificultar a postura dos ovos pelos mosquitos fêmea, habitualmente feita em águas paradas. Por exemplo: trocar a água dos vasos das plantas e dos seus pratos por areia; deixar baldes e latas viradas para baixo; cobrir os recipientes colocados ao ar livre que contenham água.
Quando viajar para áreas endémicas de Dengue o viajante não deve esquecer as seguintes regras:
Usar roupa de modo a proteger a maior parte possível do corpo: calças e camisas de manga comprida;
Usar repelentes de insectos nas zonas expostas do corpo;
Hospedar-se em locais que disponham de ar condicionado, de modo a garantir janelas fechadas;
Usar mosquiteiros nas janelas e na cama;
Utilizar insecticidas nos mosquiteiros ou nos locais onde vai dormir.
Se em viagem adoecer com febre elevada de consultar os serviços médicos locais para se poder fazer o diagnóstico e excluir outras doenças, como a febre amarela ou malária.
No tratamento é importante repousar e beber muitos líquidos. Para a febre não se deve usar a Aspirina os seus derivados, em virtude de poder aumentar a tendência natural da doença para causar hemorragias. Usar paracetamol.
Portugal tem que se preparar para esta doença. O aquecimento global, associado à proliferação de barragens vai criar boas condições para a reprodução do mosquito transmissor da Dengue que, aliás, já existiu entre nós até 1956.
O Aedes aegypti foi recentemente identificado na Ilha da Madeira, muito provalmente trazido por barco ou avião, da Venezuela ou do Brasil. Agora, chegar ao continente é muito provável. Se tal suceder há que lhe não dar as boas vindas.
Olhos sensíveis
Ficam sensíveis os olhos quando sofrem de conjuntivite:
Vermelhos e lacrimejantes, causam comichão e intolerância à luz.
E as causas podem ser muitas: vírus, bactérias e alergias são as mais comuns.
O incómodo é grande, o contágio é possível mas a visão raramente é afectada.
A conjuntivite é bem conhecida de todos aqueles que são pais e cujos filhos frequentam creches e infantários: é que basta uma criança com esta inflamação ocultar para logo surgirem muitas mais... É que a conjuntivite provocada por vírus e bactérias é muito contagiosa: quando se declara num só olho estende-se facilmente ao outro através do toque, tal como se passa de criança em criança quando estão em contacto próximo, interagindo umas com as outras.
O que está em causa é uma inflamação da conjuntivite, a membrana transparente que cobre parte do olho. Quando em contacto com o vírus, bactérias, pólenes, químicos ou corpos estranhos, surgem sintomas de inflamação: vermelhidão, maior produção de lágrimas, comichão, sensibilidade à luz, visão nublada e produção de muco, mais ou menos espesso. É comum, ao acordar, alguma dificuldade em abrir os olhos, com as pálpebras a parecerem coladas. Também comum é a sensação de areia nos olhos.
Conjuntivites há muitas
Estes são sintomas partilhados pelas diversas formas de conjuntivite:
Viral, bacteriana e alérgica são as principais, mas também pode ficar a dever-se ao derrame de um produto agressivo sobre o olho ou á agressão de um objecto. E ainda, mas raramente, nos recém-nascidos devido a imaturidade do canal lacrimal ou a uma doença sexualmente transmissível contraída durante o parto.
Neste caso particular, designado como oftalmia neonatal, o que acontece é que, estando a mãe infectada com clamídia ou gonorreia, o bebé entra em contacto com as bactérias causadoras dessas doenças infecciosas, desenvolvendo uma forma grave de conjuntivite.
Quer a conjuntivite viral, que a bacteriana podem declarar-se apenas num olho ou em ambos, com uma diferença clara ao nível do muco produzido: quando a causa é um vírus, esse muco apresenta-se mais fluído e transparente, como água, enquanto mais espesso e com uma cor entre o amarelo e o verde.
Ambas podem estar associadas a constipações e são ambas contagiosas. Tanto podem afectar os olhos infantis como adultos, se bem que a conjuntivite bacteriana seja mais frequente nas crianças.
Já a conjuntivite alérgica afecta os dois olhos, na medida em que são expostos em simultâneo à substância que se desencadeia a alergia. Nesta altura do ano, a responsabilidade é muito provavelmente do pólen, dado que as árvores e demais plantas se encontram em plena época de reprodução (polinização).
Perante o pólen, que viaja à boleia do vento e dos insectos, o sistema imunitário (conjunto de defesas do organismo) reage como se estivesse a ser atacado e liberta uma substância inflamatória - a histamina.
Os olhos ficam vermelhos e cheios de lágrimas, além de causarem muita comichão. Espirros e pingo do nariz podem acompanhar este quadro - a rinite.
Quando a conjuntivite resulta de uma irritação do olho, devido, por exemplo, a contacto com uma substância agressiva (como o cloro das piscinas) ou com um corpo estranho, produzem-se sintomas muito semelhantes: o olho fica vermelho e pode formar-se uma descarga mucosa, mas geralmente é suficiente uma lavagem para eliminar a causa da inflamação e ao fim de um dia costuma obter-se alívio significativo.
Ar em falta - Asma

Quem sofre de asma sente que o ar lhe falta de tal modo respirar é difícil. Esta é uma doença crónica, que afecta cerca de um milhão de portugueses e que se controla, também com ajuda das farmácias.
É simplesmente descrita como "falta de ar" porque este é o sintoma mais visível, e mais aflitivo da asma, uma inflamação crónica dos brônquios, os canais que transportam o ar que respiramos aos pulmões - quer o oxigénio que entra, quer o dióxido de carbono que é expulso.
A inflamação com consequente espessamento das paredes, deixa estes canais mais estreitos, assim como outros mecanismos como a contracção dos músculos e a produção de uma grande quantidade de secreções. Seja como for, a passagem do ar é dificultada. Daqui resultam os sintomas que caracterizam a asma: além da falta de ar (do seu nome científico dispneia), a pieira, a tosse de aperto torácico. Para respirar, um doente asmático em crise tem de fazer um esforço maior e quando respira ouve-se como um assobio - é o ruído que o ar faz ao abrir passagem pelos brônquios, mais apertados do que numa pessoa saudável. A tosse surge mais à noite ou ao inicio da manhã, melhorando ao longo do dia.
Já o aperto torácico é descrito como se houvesse um cinto a apertar o peito. A estes sintomas é frequente juntar-se o cansaço.
São sintomas cuja presença pode ser desencadeada por circunstâncias normais do dia-a-dia ou agentes ambientais perfeitamente inofensivos para a maioria das pessoas mas que sensibilizam o organismo de um doente com asma. É o caso dos chamados alergenos, substâncias que estão na origem de reacções alérgicas - o pólen das flores, árvores e arbustos, os ácaros do pó doméstico, o pêlo dos animais, alguns alimentos (sobretudo devido á existência de aditivos) e alguns medicamentos (como "aspirina" ou penicilina).
A estes factores juntam-se outros como o exercício físico, o frio e as mudanças bruscas de temperatura, o fumo (principalmente do tabaco e da lenha a queimar), a poluição (exterior e interior), as infecções respiratórias virais (como a constipação e as emoções fortes (quando dão origem a riso ou choro).
As várias faces da Asma
Qualquer um destes elementos pode ser gatilho que faz disparar uma crise de asma, em que a dificuldade de respirar é o denominador comum.
Normalmente, as crises declaram-se de uma forma lenta e progressiva, dando tempo a agir, mas algumas podem pôr em risco a vida se não houver intervenção rápida.
A própria intensidade dos sintomas varia de doente para doente e mesmo em cada doente, já podem manifestar-se com frequência ou desaparecer durante períodos mais ou menos longos. Esta irregularidade também caracteriza as crises de asma, que se classificam precisamente de acordo com a frequência e intensidade da sintomatologia, bem como a necessidade de utilizar, ou não, os medicamentos.
Assim, consideram-se quatro graus, de que o primeiro é a asma intermitente: os sintomas surgem menos de uma vez por semana ou o doente acorda com os sintomas duas ou menos vezes por mês. O segundo grau corresponde à asma persistente ligeira, caso em que os sintomas se declaram, uma ou mais vezes por semana mas menos de uma vez por dia, ou quando o doente acorda com os sintomas mais de duas vezes pôr mês. No terceiro grau, definido como asma persistente moderada os sintomas são diários, acordando o doente com eles mais de uma vez por semana, com crises que afectam a sua actividade diária e requerem tratamento preventivo a longo prazo. O grau maior gravidade é o da asma persistente grave, em que os sintomas são permanentes, acordando frequentemente o doente durante a noite e limitando a sua actividade diária. Nesta situação é necessária uma intervenção farmacológica mais pesada.
É a partir da presença dos sintomas que se avança para o diagnóstico, que envolve exames mais específicos para determinar sinais de obstrução dos brônquios como a avaliação da função respiratória, para comprovar essa obstrução e a sua reversibilidade que caracteriza a asma. A avaliação clínica e funcional permite enquadrar cada caso num dos estágios definidos e, em função disso, conceber uma estratégia terapêutica adequada.
Doença crónica, mas controlável
O tratamento da asma assenta numa tripla vertente - evicção dos elementos desencadeantes (evitar, tanto quanto possível, a exposição aos factores que causam os sintomas, como o pó, o pó len, o fumo, ...), medicamentos preventivos e medicamentos para as crises.
Evitar o aparecimento dos sintomas é o objectivo do tratamento preventivo com fármacos anti-inflamatórios, que o doente deve manter mesmo que se sinta bem. Esta é, aliás, uma das principais dificuldades no controlo da asma existindo uma tendência para abandonar esta medicação nos períodos sem sintomas.
Quanto ao tratamento das crises, faz-se com recurso a medicamentos que contribuem para dilatar os brônquios, e assim, facilitar a passagem de ar. São as intervenções que se complementam, sendo ambas indispensáveis.
A asma não tem cura, mas é controlável. É uma doença crónica, mas o facto de evoluir por crises, com períodos de acalmia entre os episódios mais agudos, leva os próprios doentes a negligenciarem a terapêutica.
Sentem-se melhor e acreditam que podem dispensar os medicamentos, mas a irregularidade do tratamento contribui para agravar a doença, afectando seriamente a qualidade de vida. O que também prejudica o controlo da asma é o facto de os doentes se habituarem a respirar mal, perdendo a capacidade de reconhecer a sua dificuldade respiratória.
Inalar bem é preciso
O controlo da asma envolve, quase sempre, o uso de um inalador, pois desta forma o medicamento alcança mais depressa os brônquios sendo necessárias doses muito menores dos fármacos. E maior rapidez de acção no caso dos broncodilatadores.
Existem vários tipos de dispositivos para inalação, de acordo com os doentes a que se destinam: as crianças com menos de dois anos deverão usar aerossol pressurizado, com uma câmara expansora e máscara facial, ou, em alternativa, um nebulizador; dos dois aos cinco anos, beneficiam do mesmo sistema, mas sem necessidade de uso da máscara facial, enquanto as mais velhas já conseguem usar um inalador activado pela respiração ou um inalador de pó seco.
Mas, para obter o máximo benefício do inalador é preciso utilizá-lo correctamente: se assim não for, há o risco de se desperdiçar o medicamento, não se inalando a dose necessária, bem como o risco de ele ser desviado para o estômago, podendo dar origem a uma ligeira alteração no ritmo cardíaco.
São riscos que se previnem com o aconselhamento farmacêutico: na sua farmácia encontra ajuda profissional para ensinar os doentes a utilizar correctamente o dispositivo que lhes foi prescrito pelo seu médico.
Respire fundo
Entre a asma e a respiração existe uma relação com dois sentidos: por um lado, é fundamental ter a asma controlada para respirar bem, por outro, uma respiração adequada pode ajudar os doentes a sentirem-se melhor.
Quando respiramos nem damos por isso, mas estamos a enviar oxigénio para os pulmões (inspiração) e a eliminar o dióxido de carborno (expiração). São dois movimentos que envolvem o diafragma, o músculo que separa o tórax do abdómen: quando inspiramos, ele contrai-se, o abdómen aumenta de volume e os pulmões expandem-se para receber o oxigénio; quando expiramos, ele relaxa, o abdómen volta á posição inicial e os pulmões vêem-se livres do dióxido de carbono.
Mas para isso é preciso respirar correctamente, o que muitos asmáticos não fazem: como utilizam a boca e a parte superior do tórax, quando inspiram o volume do abdómen encolhe em vez de aumentar e os pulmões não se expandem o suficiente para deixarem entrar o oxigénio necessário.
A respiração é assim superficial, o que pode até conduzir a posturas incorrectas e alterações na coluna vertebral e noutras partes do esqueleto do tórax.
É, pois, preciso aprender a respirar. Como? Respirando fundo, o que se nota se, ao inspirar, o abdómen aumentar de volume: digamos que a barriga tem de encher para os pulmões também se encherem de oxigénio. E quando respirar faça-o com os ombros para trás e para a frente: vai ver que entra mais ar. A sua qualidade de vida vai melhorar, apesar da asma.
Chamar a atenção
Chamar a atenção de doentes, profissionais de saúde e público em geral para a asma como importante problema de saúde pública é a missão da Associação Portuguesa de asmáticos (APA), formalizada em 1995.
A associação propõe-se participar no desenvolvimento de programas que promovam um melhor conhecimento da doença e dos procedimentos correctos para controlar, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos asmáticos e baixar os custos directos e indirectos associados à asma.
Propõem ainda melhorar os níveis d comunicação entre os profissionais d saúde e os doentes asmáticos, ajudando-os a compreender as mensagens que lhe são transmitidas e estimulando-os a aceitar a sua própria responsabilidade no controlo de doença.
Tem ainda como objectivo intervir socialmente de modo a garantir um acesso igual de todos os doentes à informação, educação e tratamento.
Para melhor concretizar estes objectivos, associou-se á Plataforma Saúde em Diálogo, uma entidade de cooperação nascida sob a égide das farmácias e dos farmacêuticos e que reúne associações de doentes e promotores de saúde.
IMC - Índice de Massa Corporal

O Índice de Massa Corporal é uma medida aceite como indicador do estado de cada pessoa face à obesidade. Calcula-se dividindo o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (ou seja, o valor a multiplicar por si próprio). Vejamos o que significam os valores:
• Menos de 18,5 - baixo peso;
• Entre 18,5 e 24,9 - peso normal;
• Entre 25,0 a 29,9 - pré-obesidade;
• Entre 30,0 e 34,9 - obesidade classe I;
• Entre 35,0 e 39,9 - obesidade classe II;
• Igual ou superior a 40 - obesidade classe III ou mórbida.
Esta é uma medida adequada para adultos, mas não exacta quando se trata de crianças. Até aos 20 anos, devem usar-se em simultâneo as curvas de crescimento por percentis que indicam o peso face à idade e ao sexo. Existem tabelas para as várias idades, porque a gordura corporal muda com o crescimento, e separadas para rapazes e raparigas, pois a quantidade de gordura difere entre dois sexos. Em ambos os casos, considera-se:
• IMC abaixo do percentil 5 - magreza;
• IMC superior ao percentil 5 e inferior ao 85 - peso normal;
• IMC superior ao percentil 85 e inferior ao 95 - excesso de peso;
• IMC acima do percentil 95 - obesidade.
Olhos Sensíveis

Ficam sensíveis os olhos quando sofrem de conjuntivite: vermelhos e lacimejantes, causam comichão e intolerância á luz. E as causas podem ser vírus bactérias e alergias são as mais comuns. O incómodo é grande, o contágio possível mas a visão raramente á afectada.
A conjuntivite é bem conhecida de todos aqueles que são pais e cujos filhos frequentam creches e infantários: é que basta uma criança com esta inflamação ocultar para logo surgirem muitas mais... É que a conjuntivite provocada por vírus e bactérias é muito contagiosa: quando se declara num só olho estende-se facilmente ao outro através do toque, tal como passa de criança em criança quando estão em contacto próximo, interagindo umas com as outras.
O que está em causa é uma inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que cobre parte do olho. Quando em contacto com vírus, bactérias, pólenes, químicos ou corpos estranhos, surgem os sintomas da inflamação: vermelhidão, maior produção de lágrimas, comichão, sensibilidade à luz, visão nublada e produção de muco, mais ou menos espesso. É comum, ao acordar, alguma dificuldade em abrir os olhos, com as pálpebras a parecerem coladas. Também comum é a sensação de areia nos olhos.
Conjuntivites há muitas
Estes são sintomas partilhados pelas diversas formas de conjuntivite: viral, bacteriana e alérgica são principais mas também pode ficar a dever-se ao derrame de um produto agressivo sobre o olho ou à agressão de um objecto. E ainda, mas raramente, nos recém-nascidos devido a imaturidade do canal lacrimal ou a uma doença sexualmente transmissível contraída durante o parto. Neste caso particular, designado como aftalmia neonatal, o que acontece é que estando a mãe infectada com clamídia ou gonorreia, o bebé entra em contacto com as bactérias causadas dessas doenças infecciosas, desenvolvendo uma forma grave d conjuntivite.
Quer a conjuntivite viral, quer a bacteriana podem declarar-se apenas num olho ou em ambos, com uma diferença clara ao nível do muco produzido: quando a causa é vírus, esse muco apresenta-se mais fluido e transparente, como água, enquanto se a causa é uma bactéria surge mais espesso e com um cor entre o amarelo e o verde.
Ambas podem estar associadas a constipações e são ambas muito contagiosas. Tanto podem afectar os olhos infantis como os adultos, se bem que a conjuntivite bacteriana seja mais frequente nas crianças
Já a conjuntivite alérgica afecta os dois olhos na medida em que são expostos em simultâneo à substância que desencadeia a alegria. Nesta altura do ano, a responsabilidade é muito provavelmente do pólen, dado que as árvores e demais plantas se encontram em plena época de reprodução (polinização).
Perante o pólen, que viaja à boleia do vento e dos insectos, o sistema imunitário (conjunto de defesas do organismo) reage como se estivesse a ser atacado e liberta uma substância inflamatória - a histamina.
Os olhos ficam vermelhos e cheios de lágrimas, além de causarem muita comichão. Espirros e pingo no nariz podem acompanhar este quadro - a rinie.
Quando a conjuntivite resulta de uma irritação do olho, devido, por exemplo, a contacto com uma substância agressiva (como o cloro das piscinas) ou com um corpo estranho, produzem-se sintomas muito semelhantes o olho fica vermelho e pode formar-se uma descarga mucosa, mas realmente é suficiente uma lavagem para eliminar a causa da inflamação e ao fim de um dia costuma obter-se alívio significativo.
Mãos que previnem
As mãos são o principal veículo de contágio e por elas passa também boa parte da prevenção. Eis alguns cuidados essenciais quando se tem conjuntivite:
Aftas

Surgem mesmo em bocas saudáveis, mas incomodam. As aftas desaparecem por si. Até lá, é possível aliviar o desconforto.
Sensação de queimadura
É o primeiro sinal de que uma afta vai surgir: uma sensação de queimadura instala-se no local onde irá aparecer - na zona interior dos lábios ou das bochechas, ou na língua.
A partir daí desenvolve-se uma pequena lesão com um aparência típica: uma mancha arredondada, rodeada por uma linha vermelha, denunciar a inflamação.
Porque a causa é, muitas vezes desconhecida, a prevenção não é fácil. Mas é possível gerir alguns factores associados ao aparecimento ou agravamento das aftas.
Factores Associados
Trauma oral, causado pela escovagem excessiva ou pela mastigação de alimentos duros.
Ansiedade stress.
Certos alimentos como o chocolate, café, morangos, queijo, amêndoas, entre outras.
Mudanças hormonais e ciclo menstrual.
Deixar de fumar, sobre o tudo no início.
Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou certos anti-hipertensores.
Alergia ao lauri sulfato de sódio presente em muitos dentífricos e elixires.
Medidas de Alívio
As aftas não são contagiosas, normalmente desaparecem de forma espontânea ao fim de uma a duas semanas. Todavia, a dor e o desconforto que causam podem justificar medidas que aliviam os sintomas.
O que fazer?
Se a dor interferir coma mastigação - pode ser necessário recorrer a: Analgésicos para alívio da dor pastilhas, gel ou elixir
Elixires antibacterianos para desinfectar a boca e evitar complicações
Gota

Prevenir para evitar complicações
A gota é uma inflamação das articulações muito dolorosa que, pode ser prevenida ou minorada com alterações no estio de vida.
Inchaço vermelhidão, calor e dor são os sinais de uma crise de gota. Normalmente, a gota concentra-se numa única articulação e quando não é tratada estende-se a outras (tornozelos, joelhos, pulsos e cotovelos).
Por causa do ácido úrico
A gota surge com dor súbita e intensa nas articulações, em particular, no dedo grande do pé. Provocado pelo excesso de ácido úrico, formado a partir da degradação das purinas - substâncias que existem no nosso organismo mas que também são fornecidas por alguns alimentos.
Quando há diminuição da eliminação do ácido úrico pela urina ou aumento da sua produção pelo organismo, formam-se cristais (semelhante a agulhas) que se depositam nas articulações, inflamando-as.
Consequências da Gota
A gota compromete o movimento das articulações afectadas e interfere no dia a dia.
Sem tratamento, as crises podem prolonga-se, por dias u até semanas e tornar-se cada vez mais frequentes.
Com o tempo, a agressão constantes das articulações pode causar deformidades sobretudo nas mãos, pés, cotovelos e joelhos. No limite, a gota agrava-se e afectar o osso.
Num estado avançado, a gota ameaça os rins. Os cristais de ácido urinário e formae a dolorosa "pedra".
Saudável, apesar da gota
Há cuidados essenciais que contribuem para controlar as crises de gota e, sobreudo, para as prevenir:
Medicamentos para a gota:
Há os que actuam no alívio das crises agudas e os que previnem novas crises e que actuam sobre o ácido úrico.
Aconselhe-se nesta Farmácia.
Osteoporose - Pela Saúde dos Seus Ossos
A osteoporose surge de forma silenciosa e deixa os ossos frágeis: muitas vezes, só uma fractura a denuncia. A boa notícia é que é possível tratar e, sobretudo, prevenir.
O QUE É A OSTEOPOROSE?
A osteoporose é uma doença que afecta os ossos, tornando-os mais finos e frágeis. À letra significa"ossos porosos".
Ocorre, sobretudo nas pessoas idos, homens ou mulheres. Não é, no entanto, uma consequência inevitável do envelhecimento. As mulheres, após a menopausa, são mais vulneráveis.
COMO SE MANIFESTA?
A osteoporose evolui sem sintomas. Com frequência, só é descoberta na sequência de uma fractura, embora possam ter ocorrido outras sem quaisquer sinais.
Numa fase adiantada podem surgir:
Alterações na forma do corpo - a altura diminui, a parte de cima das costas torna-se arredondada, a cabeça e os ombros inclinam-se para a frente, a cintura fica mais larga e o abdómen mais proeminente.
Dor intensa nas costas - aguda, se causada por uma fractura ou traumatismo, ou crónica, se resultar do esforço a que são sujeitos músculos e ligamentos.
Fracturas - provocadas mesmo por traumatismos ligeiros.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS?
O maior risco da osteoporose é uma fractura. A anca (colo do fémur), a coluna e os pulsos são as partes do corpo mais vulneráveis. As fracturas nas vértebras são muito dolorosas e causam deformidade, enquanto as da anca podem obrigar a cirurgia e condicionar os movimentos, pondo em causa a capacidade de manter uma vida autónoma.
COMO SE TRATA?
A osteoporose não tem cura mas é controlável. O seu tratamento envolve a combinação de medicamentos com funções diferentes:
- Medicamentos para aumentar a massa óssea - aumentam a quantidade de osso, tornando-o mais forte, mas não melhoram a dor ou outros sintomas.
- Medicamentos para controlar a dor.
- Suplementos de cálcio e vitamina D - quando a alimentação não fornece a quantidade necessária destes nutrientes.
Os efeitos dos medicamentos são tão silenciosos como a osteoporose, pelo que pode ser tentado a abandonar o tratamento. Mas não deve fazê-lo, deve cumpri-lo conforme as indicações médicas.
ALÉM DOS MEDICAMENTOS
O tratamento da osteoporose visa prevenir o risco de fractura. Para tal é igualmente importante manter uma postura corporal correcta e evitar quedas, adoptando cuidados pessoais e adaptando o ambiente.
Muitos dos factores de risco da osteoporose estão associados ao estilo de vida. São precisos 5 passos para promover a saúde dos seus ossos:
1. Alimentação - ingestão de alimentos fornecedores de cálcio (como leite e derivados e espinafres) e vitamina D presente nos peixes gordos como a sardinha, salmão e o atum.
2. Exercício Físico - caminhar, nadar e pedalar fortalecem os ossos e músculos.
3. Deixar de Fumar - e limitar o consumo de álcool e cafeína.
4. Estar Informado - procurando aconselhamento junto de profissionais de saúde.
5. Avaliar - a saúde dos ossos.
Alimentação Infantil

Para além do leite
Chegado o momento em que só o leite já não é suficiente para alimentar o bebé, é tempo de experimentar novos sabores e novas texturas.
O leite é o primeiro alimento e o único pelo menos até aos 4-6 meses. Mas à medida que o bebé se desenvolve deixa de ser suficiente para responder às suas necessidades de crescimento. Chega então a altura de introduzir outros alimentos - é a diversificação alimentar. Com mais uma novidade: a colher.
Os novos alimentos devem ser oferecidos ao bebé um a um, para lhe dar tempo de se habituar ao sabor, e, sobretudo, para identificar eventuais reacções alérgicas - perante vómitos, diarreia ou erupção na pele, é preciso suspender o novo alimento e informar o médico.
Também a textura e consistência vão mudando - os purés passam de cremosos a granulosos, até que se incluem pequenos pedaços, de modo a estimular a mastigação.
Nem sempre é fácil a adaptação do bebé e as primeiras tentativas podem não correr tão bem: é preciso criar um ambiente de tranquilidade durante as refeições e, com paciência, ir insistindo.
Práticas seguras: são assim as refeições já preparadas - boiões - cuja composição é adequada a cada etapa de desenvolvimento do bebé, sendo úteis nos passeios e viagens.
Grão a grão
É progressivamente que os alimentos devem ser introduzidos na dieta do bebé. Não há uma ordem rigorosa - tudo depende de cada bebé e do conselho do pediatra - mas há algum consenso:
A estreia acontece com papas sem glúten (de farinha de milho ou arroz) ou puré de legumes.
As papas podem ser feitas com o leite habitual ou preparadas com água, quando são lácteas e já têm o leite incluído.
Nas primeiras sopas pode escolher entre todos os legumes, mas guarde para mais tarde os que podem causar gases no bebé (leguminosas como feijão, grão, ervilha), os muito ácidos (tomate, pimentos, pepino), os espinafres e beterraba, estes porque contêm nitratos; a sopa não deve levar sal e o azeite adiciona-se apenas pós cozedura.
No que respeita a fruta, primeiro maçã e pêra em puré e banana esmagada; citrinos, ananás e morangos só mais tarde.
A partir dos 6 meses, papas com glúten e iogurte.
O peixe branco (como pescada) e ovo são dos últimos a introduzir.
Nem dose de carne e nem a de peixe devem exceder as recomendações do pediatra: é que o excesso de proteínas pode prejudicar os rins.
O leite e produtos lácteos devem continuar a fazer parte da alimentação do bebé para suprir as necessidades de cálcio - em quantidade equivalente a 500 ml (meio litro) de leite por dia. A água deve estar sempre presente, de preferência entre as refeições.
Varizes

Pesadas, inchadas...
As suas pernas dão sinal de alarme
Veja se nata o seguinte, sobretudo ao fim do dia:
As suas penas ...
... estão frequentemente inchadas, fatigadas e pesadas?
... parecem esta quentes?
... têm uma sensação d formigueiro e estão contraídas?
... doem nas região da barriga da perna?
... estão inchadas à volta do tornozelo?
... apresentam pequenos derrames por baixo da pele?
Caso observe em si algumas destas particularidades. Então qualquer coisa não está bem com as suas veias.
Dê mais atenção às suas penas.
O que acontece neste momento nas sua veias ...
As artérias abastecem continuamente o seu corpo com sangue rico em oxigénio - até ao dedo mais pequeno do pé. Dali, o sangue pobre em oxigénio tem de regressar novamente através das veias, isto é, tem de "subir" ao longo das pernas contra a força de gravidade...
Esta tarefa é executada pelo coração com a ajuda das válvulas venenosas, que se abrem com o fluxo sanguíneo, deixando que o sangue flua só para cima.
Quando a pressão venosa sobe, por exemplo quando nos levantamos, as válvulas fecham, impedindo o fluxo de sangue venoso.
Se o refluxo venoso estiver perturbado, a pressão nas veias aumenta.
Dilatando-se - e ai surgem as varizes.
A gravidez: um caso específico
Durante a gravidez, as veias estão sujeitas a esforços fora do comum.
20% mais de sangue circular pelo corpo da futura mãe
A hormona progesterona dá um maior flexibilidade não só ao útero, com também ás veias
O útero, que se vai tornando cada vez maior, exerce pressão sobre as veias, travando aí o refluxo do sangue.
Varizes
Causas principais:
Estar muito tempo sentado de pé
Fazer pouco exercício
Ter excesso de peso
Consumir nicotina e álcool
Levantar e carregar volumes pesados
Usar vestuário apertado
Tomar banhos muito quentes e abusar da exposição ao sol
Influências hormonais, como a pílila e a gravidez
Debilidade venosa hereditária ou congénita.
E o que é que acontece depois?
Como o sangue não circula correctamente, os tecidos são mal abastecidos, acumulando-se neles resíduos e água (edemas). Podem assim forma-se depostos, que bloqueiam ainda mais o fluxo sanguíneo (trimbose). Em casos graves, pode mesmo surgir uma varicose (ulcus crusis). No entanto, antes de chegar a uma situação destas, há ainda tempo para agir.
Aproveite-o
Viver com varizes
Prevenir é melhor do que remediar - por isso, encontrará no página dupla a seguir conselhos para uma vida sem problema de varizes. Se acusar já um dos sintomas acima descritos, consulte e seu médico de família ou vá logo a um especialista em doenças vascular (Cirusgia Vascular ou Flebologista).
O médico verificará se tem varizes ou se sofre de outra doença venosa e aconselhará sobre o que fazer contra isso. Não poderá curar as suas varizes, mas pode certamente atenuar a doença e tomar medidas de educação para não agravar a situação.
Alternativas de tratamento:
Intervenção cirúrgica:
As varizes de maiores dimensões são removidas cirurgicamente. Varizes mais pequenas são lacadas ou obliteradas.
Medicamentos:
Atenuam as dores evitam a formação de coágulos sanguíneos. No entanto, como as veias, uma vez dilatadas, nunca mais voltam ás suas dimensões originais - o sangue continua a acumular-se nas pernas.
Terapia de compressão medicinal:
Uma meia de compressão medicinal actua a partir do exterior sobre as veias dilatadas, levando-as ao seu diâmetro normal. As válvulas venosas voltam a fechar, retornando a sua actividade normal. Você sente-se bem e o seu problema venoso não se agrava.
10 conselhos para umas veias sãs
Pendure esta folha, por exemplo na porta da sua trará regularmente à memória a atitude que deve saúde. Treine as suas veias todos os dias, até que "Use e ensine os outros!"
1.Movimente-se o mais possível
Utilize as escadas em vez do elevador, vá a pé em vez de carro, faça pausas durante o trabalho, aproveite as viagens para fazer exercício e se movimentar!
2.Sente-se bem direito
Não cruze as pernas e ajuste a altura do assenio, de modo a que as coxas fiquem em posição relaxada. Mantenha o tronco direito!
3.Use sapatos rasos
Não use sapatos com saltos altos ou cunhas rígidas, ande mais vezes descalço ou em meias, e mude regularmente de sapatos.
4.Evite o calor.
Tome poucos banhos de imersão, não abuse da sauna ou do solário! Tome duche alternadamente com água quente e fria (termine com água fria) e durante o Verão deite água fria sobre as pernas e não as seque com a toalha!
5.Mantenha uma alimentação saudável
Insista nos produtos integrais, frutas e legumes! Beba pelo menos 2 litros de água por dia! Mantenha uma alimentação pobre em gorduras! É preferível fazer 5 refeições pequenas do que 3 grandes.
6.Sempre que possa eleve as suas pernas
Deite-se um pouco durante o dia e coloque uma almofada dura sob os calcanhares! Durante a noite mantenha as pernas 10 cm acima do resto do corpo!
7. Faça diariamente ginástica para as veias
Faça com as pernas os movimentos e "andar de bicicleta", mantendo o corpo em posição horizontal. Na posição vertical rode o pé desde o calcanhar até à ponta dos dedos e, a seguir, execute exercício ao contrário. Ande em bicos de pés e, quando sentado, descreva círculos com os pés ou balance-os!
8. Massaje as suas pernas
Inicie a massagem no tronozelo e vá subindo na direcção da anca, sem parar de massajar!
9. Pratique desporto mas a modalidade correcta
Faça caminhadas de mais de 30 minutos, excursões a pé e jogging, ande de bicicleta e pratique natação.
10. Use vestuário confortável
Não use calças, saias, vestidos ou roupa interior muito apertados!
A cada animal a sua alimentação.
Há muito que as sobras das refeições familiares deixaram de ser adequadas para os animais de companhia. E isto porque não cobrem todas as necessidades nutricionais próprias das várias raças e das sucessivas fases de crescimento e desenvolvimento, podendo até fornecer aos animais alimentos que contêm substancias nocivas para a saúde. Já que não falar que cães e gatos têm exigências diferentes.
Os cães necessitam de uma dose equilibrada de minerais como o cálcio e o fósforo, e de vitaminas como a D, essenciais à solidez dos ossos e à saúde dos dentes. Precisam também de proteínas, para construção da massa muscular, e de gordura para dela retirarem energia, sobretudo se forem animais activos e de grande porte.
Já os gatos são muito sensíveis: uma dieta desequilibrada pode causar problemas cutâneos e urinários. Os gatos necessitam de uma dose reforçada de proteínas de origem animal, sobretudo de taurina, pois o seu organismo não as consegue aproveitar na totalidade.
A todas estas especificidades dá resposta a indústria da alimentação animal, oferecendo alimentos daquilo que cada animal precisa para crescer e viver saudável.
Mas esta alimentação não se limita a garantir as necessidades nutricionais do animal. Ela responde cada vez mais a situações específicas como a lactação, problemas osteoarticulares, de pele ou de pêlo e geriatria, oferecendo fórmulas adaptadas às diferentes idades, portes e até ao nível de actividade física.
Além disso, vai ao encontro de necessidades muito particulares geradas por doenças como a insuficiência renal e a diabetes. Há, ainda, alimentos cuja composição se destina a prevenir problemas de saúde, nomeadamente ao nível da queda do pêlo, da formação do tártaro dentário e da placa bacteriana.
Sem falar num problema que é cada vez mais actual – a obesidade. É um problema que, por um lado, decorre de uma qualidade crescente da alimentação. Parece contraditório, mas na verdade é que a absorção dos nutrientes se torna mais fácil, levando o animal a comer mais. Por outro lado, tem aumentado o sedentarismo dos animais – a questão coloca-se sobretudo em relação aos cães e gatos que vivem muitas vezes em apartamentos e que beneficiam pouco espaço abertos para correrem e saltarem.
Tudo junto contribui para animais com excesso de peso, o que abre caminho a doenças cardiovasculares, tal como no ser humano. Para prevenir e combater este risco, existem fórmulas com menos calorias que ajudam a perder peso gradualmente mas sem perder a massa muscular.
Integrar um animal no ambiente doméstico passa por lhe proporcionar a alimentação mais adequada, a pensar nele e na família com que interage. Afinal, a saúde e o bem estar do animal reflecte-se em todos os que rodeiam.
Uma chupeta adaptada de forma natural e evidente à boca do bebé proporciona-lhe conforto acrescido e impede malformações.
O recém-nascido tem necessidades inatas e instintivas de chuchar. O feto chucha no dedo ainda dentro da barriga da mãe. Desde o nascimento, 80% dos bebés chucham no dedo. A partir dos dois anos, 40% ainda o fazem e 10% continuam depois dos cinco anos. A sucção no polegar pode ser vista como sinal de um bom desenvolvimento psicomotor, porque é o resultado da maturação normal da criança *.
O recém-nascido sente necessidade de mamar mesmo quando não tem fome. Tudo indica que as mamadas, a horas fixas e de curta duração, não chegam para satisfazer as necessidades de sucção de alguns bebés.
Vários pedopsiquiatrias dizem que os bebés alimentados de duas em duas horas chucham menos no dedo do que aqueles que mamam de quatro em quatro horas.
Esta constatação confirma a importância da etapa oral do desenvolvimento afectivo da criança. A observação quotidiana mostra que os bebés choram, ficam agitados, viram a cabeça com a boca aberta, apanham um objecto (muitas vezes é a mão, o cinto da cadeira auto, etc.) e acalmam-se. Este comportamento vem confirmar que a necessidade de mamar "em vazio" é realmente uma necessidade.
Depois dos seis meses, a necessidade de sucção não é mais um instinto, mas uma necessidade de reconforto e de consolo. A sucção ajuda então o bebé a sentir-se reconfortado, acalma-o e ajuda-o a adormecer.
Polegar ou chupeta, quais as consequências?
O polegar exerce uma pressão muito forte nas gengivas e nos dentes do bebé (incisivos superiores empurrados para a frente e incisivos inferiores puxados para trás). Além disso, como o polegar é facilmente acessível, o bebé vai chuchar nele o dia todo.
Conscientes dos riscos de malformações dentárias ligadas à sucção do polegar, muitos pais optam pela chupeta. A pressão exercida pela chupeta é menor, comparada à do polegar. Todavia, uma utilização demasiado frequente pode alterar também o bom desenvolvimento do maxilar da criança. Dois terços das malformações dentárias são provocadas pela sucção do polegar ou da chupeta. Trata-se não só de deformações dentárias mas também de malformações que podem provocar atrasos ao nível da linguagem. De facto, o polegar ou chupeta standard provocam muitas vezes um mau posicionamento da língua na boca. Este posicionamento incorrecto, além de malformações dentárias, pode também provocar problemas da fala, tais como zezeísmo, articulação incorrecta de certas palavras, etc.
Muitas vezes as malformações ao nível dos dentes de leite continuam nos dentes definitivos. Muitos pais tomam consciência destes riscos quando já é tarde de mais.
Hoje em dia 35% das crianças de quatro anos apresentam uma malformação do maxilar, que irá necessitar mais tarde de um tratamento ortodôntico.
Em média, a língua exerce uma pressão nos dentes entre 600 a 800 vezes por dia durante a sucção. É por isso que é importante que a base da chupeta seja o mais fina possível e que se adapte perfeitamente à forma do palato, com uma inclinação para cima, para minimizar a pressão nas gengivas e nos dentes em desenvolvimento do bebé, evitando assim as malformações dentárias.
* Dr. Lyonel Rossant, Dr.ª Jacqueline Rossant-Lumbroso, Doctissimo.fr
Fonte: (Especial Mamãs & Bebés) Expresso












